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Legado de cinzas da escritora Danuza Leão

Giovanni Mastroianni
Advogado, administrador e jornalista

Publicado em: 07/07/2022 03:00 Atualizado em: 07/07/2022 06:42

A ex-famosa modelo Danuza Leão, recém-falecida aos 88 anos, vítima de um enfisema pulmonar, que estava internada em uma clínica na Gávea para tratamento da doença, partiu para sempre, no dia 22 de junho e teve seu corpo cremado, no dia 24, no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro. Tinha como irmã a cantora Nara Leão, falecida ainda jovem, no auge de seu sucesso musical. Danuza tornou-se mais conhecida como jornalista e escritora, tendo editado nada menos de dez livros, tornando-se uma das mais destacadas personalidades culturais da antiga capital do país.

Em seu currículo consta, também, participação como atriz, tendo atuado em vários filmes e documentários do insigne cineasta Glauber Rocha, merecendo registro A idade da terra, película inspirada em um poema do poeta baiano Antonio de Castro Alves, filme que bem retrata a situação cultural, racional e política do Brasil. Merece registro igualmente Terra em transe e Leila Diniz. Atuou ao lado de Jece Valadão, Tarcísio Meira e Maurício do Valle. Os dois últimos eu os conheci, pessoalmente.

Nascida em 26 de julho de 1933, em Itaguaçu, município do interior do Espírito Santo, cidade bem pouco conhecida, casou-se três vezes. O primeiro de seus casamentos foi com Samuel Wainer, fundador do Última Hora, o jornal que mais combateu o jornalista e político Carlos Lacerda. A segunda vez, com o cronista e compositor pernambucano Antonio Maria e, finalmente, com o jornalista Renato Machado – que se tornou um profundo conhecedor de vinhos e que atuou durante muitos anos na Rede Globo, até pouco tempo.

Entre suas múltiplas atividades, foi colunista dos matutinos Folha de São Paulo e Jornal do Brasil. Dos livros que editou são muito conhecidos Quase tudo, As aparências enganam e Na sala com Danuza (1992). O que pouco se sabe dela é que chegou a ser modelo profissional em Paris, tornando-se a maior promoter de festas em boates cariocas, na década de 60. Danuza Leão deixa, também, uma série de outras obras que editou, entre as quais: Danuza todo dia, Fazendo as malas, De malas prontas, É tudo tão simples, Danuza e sua visão de mundo sem juízo, Crônicas para guardar e Na sala com Danuza 2 ( 2004).

Figuras de relevo da sociedade de todas as partes do país registraram suas tristezas, nos meios de comunicação, pela perda da já saudosa Danuza Leão, que agora deixará como legado suas cinzas.

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