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Opinião
Sementes do nosso futuro

Paulo Câmara
Governador de Pernambuco

Publicado em: 13/08/2020 03:00 Atualizado em: 13/08/2020 06:29

“Doutor Arraes não vai ser enterrado. Vai ser plantado”. A frase, dita por um humilde homem do campo em meio à multidão que acompanhava o sepultamento de Miguel Arraes, em 13 de agosto de 2005, define bem o nosso saudoso ex-governador, assim como cabe perfeitamente também para seu neto Eduardo Campos, falecido em 13 de agosto de 2014. Exatos nove anos separam o desaparecimento desses dois grandes homens públicos que, na singela definição daquele camponês, transformaram-se em valiosas sementes para o futuro.

Arraes e Eduardo não eram iguais em tudo. Até pela diferença de idade, avô e neto tinham visões de mundo diferentes, assim como diferentes estilos de governar e de fazer política. É indiscutível, porém, que partilhavam de um mesmo sonho de justiça social, de igualdade, da paixão por servir ao seu povo. É impossível ignorar o imenso legado que deixaram para Pernambuco e o exemplo de gestores que deram ao Brasil. Foi com essa mesma afinação que Arraes e Eduardo lideraram e consolidaram o PSB como partido sintonizado com os anseios populares e sempre atento à preservação dos direitos e liberdades dos trabalhadores brasileiros.

Diversas ações notáveis, como o Acordo do Campo – marca da sua primeira gestão – e programas como o Chapéu de Palha, Eletrificação Rural, Vaca na Corda, executados no segundo e terceiro governos, revelaram os estreitos laços de Miguel Arraes com os mais pobres, aqueles a quem ele chamava de “descamisados”. Acima de rótulos e críticas, o ex-governador ensinava que o mais importante é a prática política justa, a posição firme ao lado dos mais necessitados e o foco na defesa dos reais interesses da Nação.

Em 2006, quando os pernambucanos lhe garantiram nas urnas a oportunidade de continuar o trabalho do avô, Eduardo Campos se mostrou um líder combativo e um gestor dedicado, com uma ampla percepção desenvolvimentista. Programas sociais como o Pacto pela Vida – que reduziu drasticamente a violência no Estado – e o Mãe Coruja, premiado internacionalmente pelo combate à mortalidade neonatal e materna, são apenas alguns dos muitos exemplos da sua sensibilidade e atenção para com o povo.

Da mesma forma, os tantos projetos estruturadores que executou ao longo de suas duas gestões revelaram sua arrojada visão de futuro, construindo um Pernambuco moderno e atrativo para centenas de novos investimentos, que alavancaram nossa economia e nosso mercado de trabalho. Eduardo transformou o estado em um celeiro de negócios, dando exemplo ao Brasil. Não restam dúvidas de que, não houvesse ele sido levado de nós tão cedo, muito ainda teria a contribuir para o desenvolvimento do país.

Para nós, muito mais que orgulho, é uma honra fazer parte dessa história, poder dar continuidade ao trabalho iniciado por Arraes e Eduardo e ir adiante, buscando diariamente inspiração nos seus legados, na sua sensibilidade e capacidade de gestão. Trabalhar de forma incansável por um futuro cada vez melhor para Pernambuco é a maior homenagem que podemos prestar à memória desses nossos dois grandes líderes.

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