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Opinião
Qual é o próximo normal?

Frederico Brennand
Engenheiro civil e de segurança do trabalho

Publicado em: 14/07/2020 03:00 Atualizado em: 14/07/2020 06:15

O título deste artigo é a pergunta que todo mundo está se fazendo. O futuro não é o que pensávamos e iria ser alguns meses atrás.  O mundo parou e já mudou por completo. Aquela correria desenfreada mostrou que um vírus pode parar o mundo. As plataformas de produtos e serviços surgiram com força e mostraram como é forte esse mercado da economia conectada, marketing digital, vendas online etc. Empresas que se planejaram e investiram nesse aspecto aproveitaram o momento e surfaram na onda, aumentando o faturamento. Pesquisas recentes da McKinsey mostraram, através de discussões com líderes empresariais no mundo, que algumas atitudes e práticas de negócios devem parar, quais iniciar e acelerar. De “dormir no escritório” a um trabalho remoto eficaz; de linhas e silos a redes e trabalho em equipe; das cadeias de suprimentos just in time e just in case; da gestão a curto prazo ao capitalismo a longo prazo; desde fazer trocas até incorporar sustentabilidade; do comércio online a uma economia sem contato; e de, simplesmente, retornar e reimaginar.

Com a retomada, as empresas precisarão se concentrar em quatro áreas: recuperar receita, reconstruir operações, repensar a organização e acelerar a adoção de soluções digitais. Em cada caso, a velocidade será importante. Chegar lá significa criar um processo deliberado passo a passo.

Para estabelecimentos de varejo e entretenimento, o distanciamento físico pode se tornar um fato da vida, exigindo o redesenho do espaço e novos modelos de negócios. Para escritórios, o planejamento será manter os aspectos positivos associados ao trabalho remoto. Para a fabricação, será sobre a reconfiguração de linhas e processos de produção. Para muitos serviços, trata-se de alcançar consumidores não acostumados à interação online ou incapazes de acessá-la. Para o transporte, será necessário garantir aos viajantes que eles não ficarão doentes passando do ponto A ao B. Em todos os casos, a dinâmica de pessoa a pessoa, uma vez rotineira, mudará.

A construção civil não foi diferente. Através da criação de um protocolo, as obras foram liberadas por partes. O setor, em se tratando de cuidados e proteção dos seus colaboradores, já vem praticando um excelente trabalho no que tange a preocupação com o Equipamento de Proteção Individual (EPI), pois através da NR-6 (Equipamento de Proteção Individual) essas exigências já eram normais para nosso setor. Obviamente, foi preciso redesenhar um novo layout. Mas o que é fato: muitos trabalhos poderão ser executados em home office, bem como coworking, quando se trata de trabalho burocráticos e adminstrativos, até mesmo de reuniões online ou por videoconferência. Empresas precisarão se reiventar.

Em todo o mundo, elas se adaptarão rapidamente à pandemia. Obviamente, com alguns ajustes e custos extras. Para aqueles que esperam que as coisas voltem basicamente ao que eram: parem! Elas não vão. É melhor aceitar a realidade de que o futuro não é o que costumava ser e começar a pensar em como fazê-lo funcionar. Esse será nosso novo normal.

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