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Opinião
Catalanes... os quiero!

Enrique Martin-Ambrosio
Ex-diretor geral da Air Europa Brasil, cidadão recifense, empresário e fotógrafo

Publicado em: 18/10/2019 03:00 Atualizado em: 18/10/2019 08:49

Na última segunda-feira, dia 14 de outubro, foi publicada a sentença que condena alguns políticos catalães, por crimes de sedição, entre outros, ao tentar proclamar a República Catalã, de encontro à vigente legislação espanhola.

A primeira coisa que tenho a dizer é que eu gostaria de não ter que escrever isso, basicamente porque não se decretaria nenhuma sentença, baseada em fatos que não ocorreram. Esta não é uma história de vencedores e perdedores. É uma história em que o Estado de Direito, pelo qual governamos as nações democráticas, tem limites, e todos, incluindo os políticos, somos iguais perante a lei. Como em qualquer Estado de Direito, os delitos não têm ideologia.

The Economist, publica o que chama de Democracy Index, onde a Espanha ocupa a 19ª posição entre os países mais democráticos do mundo, à frente do Japão, Estados Unidos, Portugal, França, Bélgica, Itália... A Constituição espanhola de 1978 foi votada com 87,9% dos votos. Curiosamente, na Catalunha, os votos afirmativos foram de 90,5%. Apesar de todas as tentativas dos independentistas, a separação da Espanha não conseguiu ter uma maioria entre a população catalã. Segundo os dados mais recentes do próprio governo catalão, 47,7% rejeitam a independência, em comparação com 42,1% dos partidários.

A Catalunha é uma região rica, próspera e trabalhadora da Espanha, onde nem empregadores nem trabalhadores podem permitir que as empresas continuem a fugir para outras províncias da Espanha, transferindo sua sede, nem podem ficar de fora de um mercado comum de mais de 500 milhões de pessoas. Em uma hipotética e difícil independência, ficaria fora do mercado único europeu.

Nenhum país da União Europeia apoiou a deriva independentista da Catalunha.

É por isso que dói que 5.567 empresas tenham mudado sua sede para outras províncias.

Uma das características do trabalhador catalão é o que eles chamam de SENY (senso comum), e eles não vão permitir que decisões guiadas por interesses políticos ponham em risco o futuro de seus filhos.

Me ajuda a terminar este artigo aquele que foi governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que dizia em relação ao PLEBISUL: “Eu sou brasileiro, quero o Brasil unido e forte. Eu não defendo isso, acho que temos que nos unir e superar nossas dificuldades, não nos separar e nos culpar. ”

Por isso, e nestes momentos difíceis para todos, queria terminar este artigo com o que sai do coração, us estimu molt. Adoro vocês. Dirigido aos meus compatriotas catalães.

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