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Opinião
Os 42 anos do sesquicentenário dos cursos jurídicos do Brasil

Gilberto Marques
Advogado criminalista

Publicado em: 17/08/2019 03:00 Atualizado em: 17/08/2019 15:12

No dia 11 de agosto de 1827, o Imperador Pedro l criou os cursos jurídicos. As cidades de São Paulo e Olinda foram aquinhoadas. Por certo as duas escolas não vieram à toa. As capitanias de Pernambuco e São Vicente deram certo. O açúcar abriu as fábricas sucroalcooleiras. A poeira branca e doce não serviu apenas de regalo. A mistura das frutas cristalizava a guloseima. O transporte pesado e longo, das caravelas, estendia a conservação. Já viu açúcar mofar? O Porto do Recife abreviava a trajetória. A magnitude de Santos veio de outro milagre. O café ascendeu na terra Paulistana com facilidade – tempos depois.

No entanto, é preciso refletir o mote do gesto imperial. Com o progresso dos engenhos a prole nordestina seguia para a Europa. Nas cercanias de 1789 – Revolução Francesa. Os rapazes chegavam dispostos a lutar pela LIBERDADE. A conta aritmética é fácil. Em 1817 aconteceu a Revolução Pernambucana. Dez anos antes, aqui se gritou: INDEPENDÊNCIA! Proclamou-se uma Carta Constitucional e acirrou o combate. Nunca chamado de guerra civil. Só quem tinha exército era a Corte Portuguesa.

Após a pantomima de 1822, o filho de João VI criou a Escola do Direito e dificultou a ida dos estudantes. Foi o mote. Rousseau deixara pensamentos novos. Mesmo assim a novidade deu azo às ideias nacionalistas. O Mosteiro de São Bento – beneditino na origem – guardava alfarrábios castiços. O Nome da Rosa, de Humberto Eco, que o diga.

A Sacristia do Mosteiro subiu as ladeiras e se aboletou no Palácio dos Governadores – Olinda. O Recife virou capital e trouxe a Escola pra ela. O prédio, acanhado e tosco, ganhou o apelido de Pardieiro do Hospício. Comprovado por um incêndio. Nesse tempo já se avizinhavam Castro Alves e Tobias Barreto. Sem falar de Rui Barbosa. O Poetinha baiano trocou versos no Teatro Santa Isabel com Tobias Barreto. Enquanto isso, Barbosa, o Águia de Haia, pensava nos discursos que faria. Mais uma vez, a Igreja socorreu o ofício, na Igreja do Espírito Santo, na Imperador. Uma bênção a favor da Abolição.

A bravura dos pernambucanos passa, dentre outros, pelas Mulheres de Tejucupapo, Batalha dos Guararapes. Talvez por isso a soberba do Poeta Oscar Brandão da Rocha, que refere como: Nova Roma de bravos guerreiros... Eu acho que Roma lembra um Rosário de atrocidades. Apesar do viés cultural que legou – Cícero brada até hoje.

O Sesquicentenário da Faculdade de Direito do Recife comemorou o evento nas Escadarias. Quatro meses depois do fechamento do Congresso Nacional, no chamado pacote de Abril. O Decreto-lei saltitou no senador biônico, nas Inelegibilidades e na Lei Falcão. O clima era quente, apesar de agosto ser amigo do vento.

Sábado passado, os cento e cinquenta anos (150) passaram a ser cento e noventa e dois (192). Um dia novo, apesar dos quarenta e dois que marcaram a data. Ressalto Vilela, na virilidade dos 88 anos; Ricardo Pinto, o Presidente da Comissão de Festa; Elias Roma, o escriba de todas as lembranças; Lêda Siqueira, sempre presente, e outros. No Sal e Brasa, que repetiu o calor do antes e agora de todos nós, que fustigamos o passado. Bom demais!

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