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Opinião
Marco Maciel: um probo

Meraldo Zisman
Médico psicoterapeuta

Publicado em: 06/08/2019 03:00 Atualizado em: 06/08/2019 09:23

Paga um alto preço aqueles que desejam aplicar, em uma sociedade, o que funciona ou funcionou em outras. Assim, comparar os movimentos/acontecimentos atuais brasileiros com os assemelhados distantes e distintos – Primavera de Praga, Primavera Árabe ou Turca, Mãos Limpas — é, além de pueril, desastroso.

Não acredito que algum brasileiro, ou brasileira, queira mal a seu país. Não sou ingênuo e conheço bem a natureza humana, para ser considerado pueril. Pratico a Medicina por mais de meio século e ninguém pratica tal arte e ciência, por tanto tempo, impunemente.

O estado de Pernambuco tem a sorte de possuir políticos que, na maior parte das vezes, primam pela honestidade do trato público. Por essa razão, apesar da perda de importância econômica, através dos tempos, ainda somos um farto celeiro de estadistas.

Fala-se, no momento atual, sobre consultas, plebiscitos, referendos, e tantas outras designações argumentum ad nauseam, propagadas pelos quatro cantos e, agora, de forma mais intensa, mediante uma caixa de ressonância maior, ofertada pela internet e pelos jovens da pós-modernidade. Isso é muito bom! Quando bem empregada, a tecnologia ajuda a democracia a ser melhor posta em prática.

As ruas demandam, e com toda razão, soluções para as diversas problemáticas de nossas instituições e poderes constituídos, ou seja, que eles apresentem um melhor e mais justo funcionamento e desempenho.

Acredito que reformas políticas passam pela escolha de nossos dirigentes. O que denomino de político, não diz respeito àqueles que pensam na reeleição, ou no próximo sufrágio (votação). Para mim, representam as pessoas que pensam, e planejam um melhor/ maior/ mais justo futuro para a nossa nação.

Desejo lembrar e enaltecer, nessa hora difícil, a figura de um conterrâneo meu, ora afastado das lides políticas por motivo de saúde, porém, um constante batalhador das reformas políticas brasileiras. Sem maiores bairrismos, lembro o nome do político Marco Maciel, como um exemplo a ser lembrado de probidade.

Triste de um povo, de um país, ou de uma nação, que necessita de salvadores da Pátria.

Como médico, eu jamais coloquei, sobre os ombros fragilizados dos meus pacientes, as decisões terapêuticas. Sempre conversava com os familiares e, quando possível, com o próprio paciente. Neste sentido, está registrada, então, a opinião de um simples esculápio de província.

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