Sonho de uma Escrita Criativa

Patricia Gonçalves Tenório
Escritora, doutora em Escrita Criativa (PUCRS, 2018), ministrante do curso de Extensão da Unicap Estudos em Escrita Criativa (2019.1)

Publicado em: 24/06/2019 03:00 Atualizado em: 23/06/2019 23:09

Em abril de 2017, eu tive um sonho. O sonho não era só meu, mas também do escritor, professor e orientador de doutorado Luiz Antonio de Assis Brasil.

Sonhei em trazer para Recife um pouco do tanto que apreendia sobre a arte do bem escrever ficção, poesia, ensaios teóricos com os colegas e professores do Programa de Pós-Graduação em Escrita Criativa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a PUCRS.

Então acontecem: o I Seminário Nacional em Escrita Criativa de Pernambuco com o apoio da Bienal Internacional do Livro e da PUCRS, de 13 a 15 de outubro de 2017; os quinze encontros temáticos e mensais dos Estudos em Escrita Criativa (os EECs) na Livraria Cultura de Recife e de Porto Alegre, em 2018, novamente com o apoio da PUCRS e também da UBE-PE; os cinco encontros (temáticos e mensais) dos EECs em forma de curso de Extensão na Universidade Católica de Pernambuco, a Unicap, no primeiro semestre de 2019.

Muito além das instituições citadas neste artigo, existem pessoas que acreditaram no sonho, juntaram-se a ele, quer seja apoiando e/ou participando como escritores convidados, quer seja escrevendo textos de qualidade durante os encontros – mesmo sendo no tempo exíguo de quinze minutos. Textos que demonstram a necessidade da escrita como ferramenta na elaboração e na conexão dos sentidos, áreas de conhecimento e artes.

E o sonho se faz real com a aprovação da primeira Especialização Lato Sensu em Escrita Criativa do Recife sob a parceria da PUCRS e da Unicap, no segundo semestre de 2019. Parceria que trará os escritores gaúchos Assis Brasil, Bernardo Bueno, Moema Vilela, Altair Martins, Arthur Telló, Natalia Polesso, Julia Dantas para se juntarem com os nossos Lourival Holanda, Robson Teles, Adriano Portela e essa sonhadora que vos escreve.

Porque, como já dizia Glauber Rocha, e que, desde 2004, recito tal qual um mantra: “O sonho é o único direito que não se pode proibir.”

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