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SAÚDE

Especialista alerta sobre aumento de mortalidade por tuberculose durante a pandemia

Publicado em: 24/11/2021 10:43 | Atualizado em: 24/11/2021 11:16

Pandemia da Covid-19 causou aumento no número de mortalidade por tuberculose, alerta uma pneumologista do Hospital Santa Joana, na Zona Norte do Recife.
 (Divulgação)
Pandemia da Covid-19 causou aumento no número de mortalidade por tuberculose, alerta uma pneumologista do Hospital Santa Joana, na Zona Norte do Recife. (Divulgação)
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima um aumento de até 13% na mortalidade mundial por tuberculose, em 2021, revertendo mais de uma década de declínio no número de mortes. A doença infectocontagiosa afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer outras partes do corpo humano como ossos, rins e membranas que envolvem o cérebro. Diante da situação, a pandemia da Covid-19 despertou um alerta para aqueles pacientes acometidos pela infecção. De acordo com a pneumologista do Hospital Santa Joana Recife, Shyrlene Macedo, a dificuldade no diagnóstico e interrupção nos atendimentos médicos durante a pandemia são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento na mortalidade.

“A tuberculose tem cura, mas consiste em um desafio manter o paciente em tratamento por, no mínimo, seis meses. O índice de abandono antes do tempo necessário para se considerar um caso curado é significativo. Os pacientes que acabam abandonando seus tratamentos, desencadeiam risco de tuberculose resistente, mantendo a cadeia de transmissão constante e, muitas vezes, com bacilos resistentes aos tratamentos habituais”, afirma Macedo.

Segundo os dados, em 2020, mais pessoas morreram de tuberculose, com muito menos pessoas sendo diagnosticadas e cuidadas ou recebendo tratamento preventivo em comparação com 2019. Os gastos gerais com serviços essenciais para a doença também diminuíram.

“O risco da Covid-19 se torna ainda maior para pacientes portadores de tuberculose, que, por si só, compromete a estrutura pulmonar, deixando mais fragilizada e suscetível a complicações. É importante que as pessoas que já tratam a tuberculose não parem com o cuidado. Os sintomas mais frequentes são tosse por mais de duas semanas, perda de peso, febre, sudorese noturna e perda de apetite”, complementa.

A médica explica que muitos novos casos da doença são atribuídos aos fatores de risco, que são desnutrição, diabetes, infecção por HIV, transtornos relacionados ao uso de álcool e tabagismo. “A transmissão da tuberculose se faz por via respiratória, através da inalação de aerossóis expelidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com doença pulmonar ativa para outras. Um paciente não tratado e com baciloscopia positiva no escarro, que é um exame para diagnóstico da tuberculose, sustenta a cadeia de transmissão e pode infectar de 10 a 15 outros indivíduos em uma comunidade, em um ano”, alerta a médica.

“Após iniciado o tratamento, em geral, o paciente deixa de ser transmissor em 15 dias. Assim, a melhor forma de controle é buscar ativamente pacientes não diagnosticados, que estão doentes e não sabem e seguem contaminando pessoas com quem tem contato”, completa. A pneumologista reforça que ao sentir qualquer sintoma suspeito, o médico deve ser procurado, já que o diagnóstico precoce diminui o risco de complicações.
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