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Opinião
Eventos que marcaram época no Recife

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 11/06/2021 03:00 Atualizado em: 11/06/2021 04:40

Verão Vivo: Durante quatro anos, a TV Guararapes, que era afiliada à Bandeirantes, promoveu o Verão Vivo, no Polo Pina. Aconteceu sempre no mês de janeiro. O primeiro foi em 1995, sempre na parte da tarde, com várias atrações, como esportes e shows, com artistas locais e atrações nacionais nos fins de semana, sempre atraindo grande público. Era comandado por Luciano do Valle e José Luiz Datena, que na época era repórter esportivo. Na parte esportiva, era montado um ringue de boxe, onde o destaque era Todo Duro, lutador pernambucano que ganhou destaque nacional. Na primeira edição, show de abertura foi de Gilberto Gil e do encerramento de Tim Maia. Na época, eu cheguei a fazer várias matérias, entrevistando colunáveis que estavam no evento.

Baile de Debutantes: Era uma festa que servia para a apresentação à sociedade, de jovens que completavam 15 anos. Foi realizada nos salões do Country, Internacional e Português. O mais famoso deles foi no Palácio do Campo das Princesas, promovido pela primeira-dama Margarida Moura Cavalcanti, com renda para a Cruzada de Ação Social. Apresentação foi de Lea Pabst Craveiro e teve a presença de 25 jovens, que usavam vestidos criados por estilistas famosos, como Marcílio Campos. É bom lembrar que naquela época a festa para muitas, era a primeira a que compareciam. A valsa era dançada pelas debutantes com cadetes da Academia da Polícia Militar de Pernambuco. Depois, foram tentadas novas edições, com a presença de galãs das novelas, mas nunca mais fez sucesso.

Dançando na Rua: Dentro do auge do Polo Bom Jesus, que era o principal polo de animação do Recife, sempre lotado de recifenses e turistas. O secretário de Turismo, Cadoca Pereira, teve a ideia de criar o Dançando na Rua, logo aprovado pelo prefeito Jarbas Vasconcelos. Nas noites das quintas-feiras, na Marquês de Olinda, onde era armado um palco, onde se apresentavam orquestras locais e um dancing na rua atraia muitas pessoas. Inclusive com a presença de muitos jovens e “coroas” que se apresentavam como professores de dança. Jarbas Vasconcelos esteve em várias edições, mas sem dançar (“Não aprendi a dançar”, dizia). O projeto teve tanto sucesso, que chegou a ser levado, quando Cadoca Pereira foi secretário de Desenvolvimento Econômico do estado para os municípios do Circuito do Frio, Garanhuns, Gravatá, Pesqueira e Triunfo e Taquaritinga do Norte. E até surgiram versões do Dançando nos Bairros, em várias localidades da nossa cidade. Em 2013, o evento teve revival, na Praça do Arsenal, no Recife Antigo, coordenado por Andréa Carvalho, que tinha uma escola de dança.

Réveillon dos Ansiosos: Para aqueles que queriam antecipar a chegada do Ano Novo, acontecia o Réveillon dos Ansiosos, nos dias finais de dezembro. Os primeiros foram no Hotel Savaroni, em Boa Viagem, organizado por Alceu Leal. Depois, o evento foi para no Classic Hall, na época Chevrolet Hall, um deles com a presença de Ivete Sangalo. Outro réveillon antecipado era na sede da Escola de Samba Gigantes do Samba, pois no dia 31, vários integrantes da escola faziam shows no réveillons da cidade. Quando a escola me homenageou num dos desfiles, estive em vários deles, com vários amigos colunáveis. Com um detalhe curioso: em vez de champagne a saudação era com cidra. O que, aliás, não tirava a alegria e a confraternização. Atualmente, mas num esquema totalmente diferente, o Réveillon dos Ansiosos é em Fernando de Noronha.

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