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Opinião
Colégios do Recife que desapareceram deixando os alunos com saudade (2)

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 20/11/2020 03:00 Atualizado em: 20/11/2020 06:08

Escola Técnica de Comércio do Recife: Com este nome, pouca gente vai lembrar, mas quando é citado “Cabaré do Soares”, muita gente conhecida vai recordar, inclusive seus ex-alunos. Ficava na esquina da Rua do Hospício com a Riachuelo, no primeiro andar. Era o que se chamava na época PP (nada com o partido político, mas sigla de Pagou, Passou). A maioria dos seus alunos tinha levado pau (termo da época para reprovação) nos seus colégios de origem. Sem se preocupar muito em estudar, conseguiam o diploma imprescindível para fazer o vestibular.

Carneiro Leão: Juntinho, na Rua do Hospício, chamava-se Sociedade Educacional Carneiro Leão, era também procurado por alunos que não conseguiam aprovação em outros colégios e lá conseguiam passar de ano. Nunca primou pela organização e disciplina, apesar do esforço dos seus diretores. Teve entre seus alunos, muitos nomes conhecidos. Nome do educandário era uma homenagem a um conhecido educador pernambucano.

União: O Colégio e Curso União, do professor Salomão Jaroslavsky, um ucraniano que foi referência na educação pernambucana e como líder da colônia israelita. Ficava na Rua Fernandes Vieira, onde funcionou muitos anos com um respeitado quadro de professores e nomes conhecidos como seus alunos. Funcionou até meados dos anos 80.

Liceu de Artes e Ofícios: Inaugurado em 21 de novembro de 1880, o Liceu estava localizado na Praça da República, ao lado do Teatro de Santa Isabel. O prédio é um projeto do engenheiro José Tibúrcio Pereira de Magalhães, que projetou também a Assembleia Legislativa. Oferecia educação profissional privada e depois instituiu o ensino básico e passou para o controle do Estado de Pernambuco. Com o tempo a sua antiga sede, um prédio neoclássico, não comportava mais o número de alunos a que a instituição atendia sem que recebesse a manutenção adequada de que precisava.

Curso Pernambucano: Foi um dos primeiros cursinhos do Recife, dirigido pelo mestre Salomão Jarolavsky, que tinha como sócios professores famosos em colégios particulares de várias matérias. Era na Avenida Conde da Boa Vista, na esquina com a Rua do Hospício. Seus alunos sempre tinham o alto índice de aprovação no vestibular.

João Barbalho: Ficava num casarão da Avenida Conde da Boa Vista e era uma das escolas estaduais mais respeitadas e disputadas. Dizia-se até que só tinha alunos ricos ou com padrinhos. Teve muitos nomes conhecidos entre seus alunos. Eu estudei lá (tive um padrinho forte) e só agora procurei saber quem era o patrono. João Barbalho nasceu em Serinhaém, foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal. Nos anos 60, o prédio foi desativado e a escola transferida para a Rua do Hospício, no Parque Treze de Maio, onde funciona até hoje. Nunca mais conseguiu ter o mesmo prestígio de antes.

Torres: O Colégio e Curso Torres era um dos mais respeitados na área dos cursinhos para vestibular, especialmente para a Faculdade de Direito. Começou no Edifício Almare, no centro, foi para a Avenida João de Barros e finalmente para a Rua Joaquim Felipe, na Boa Vista, uma rua historicamente conhecida como “Beco do Cu do Boi”. Quem estudou lá, com certeza vai lembrar dessa particularidade da rua.

Pinto Júnior: A Escola Normal Pinto Júnior ficava num casarão, com direito e enorme escada na entrada, na esquina das ruas do Sossego e Riachuelo. Era uma escola feminina, fundada em 1872 pela Sociedade Propagadora da Instrução Pública, dirigida pelo professor João José Pinto Júnior. Começou como escola privada, porém gratuita, e depois foi anexada à rede estadual.

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