Miguel Coelho nega disputa na federação e afirma que pré-candidatura ao Senado é legítima
Miguel Coelho declarou que as divergências e conflitos existentes são naturais do processo eleitoral
Publicado: 01/07/2026 às 10:16
Na avaliação de Coelho, caberá à executiva nacional definir a composição da chapa durante o processo eleitoral (Foto: Divulgação/Miguel Coelho)
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União), negou disputa interna na federação estadual União Progressista. Durante entrevista ao podcast Dose Dupla, exibido na última terça-feira (30), Miguel declarou que as divergências e conflitos existentes são naturais do processo eleitoral, como também voltou a reafirmar seu nome na disputa pelo Senado Federal.
"Não tem disputa. São dois projetos legítimos. Até porque, quando se trata de uma federação de dois partidos grandes, que é o nosso caso, do União Brasil junto com o PP, é óbvio que vai ter divergências e conflito de interesses naturais de um processo. Ainda mais de uma eleição geral, como é essa que a gente vai enfrentar a partir de agosto próximo. Então, o meu projeto de ser candidato é legítimo e está de pé", disse.
Na ocasião, Coelho ressaltou que as legendas não têm poder de veto sobre a outra e não descartou a possibilidade de ele e Eduardo da Fonte (PP), escolhido durante reunião da executiva estadual para o Senado, disputarem as eleições para o mesmo cargo.
"O PP sabe muito bem que não tem poder de veto sobre o União, como nós também não temos poder de veto sobre o PP, e que são duas vagas. Então, se são duas vagas, podem ter até dois candidatos. Eu não tenho problema nenhum de disputar no voto contra ou junto com Eduardo da Fonte, ou junto com qualquer outro, até porque a eleição é de Senado, é uma eleição majoritária, mas não é um contra o outro".
Ainda segundo Miguel Coelho, Eduardo da Fonte teria alegado que a reunião não produziria efeitos legais. "Era mera deliberação interna da federação", declarou. Apesar do impasse, o ex-prefeito de Petrolina afirmou que aceitaria ser candidato ao Senado ao lado de Eduardo da Fonte e que essa possibilidade foi proposta não apenas na reunião da última segunda-feira (29), mas em outras ocasiões. "Por mim, eu topo", afirmou.
Contudo, Miguel acrescenta que caberá à governadora Raquel Lyra (PSD) decidir a composição da chapa. "Ela [Raquel Lyra] ofereceu essas duas vagas à federação. União aceitou. Se o PP fez suas reflexões e não aceitou, não cabe ao União dar pitaco no PP".
Impasse
Após reunião da executiva estadual da Federação União Progressista, realizada no Recife, na manhã da última segunda-feira (29), Eduardo da Fonte anunciou, por meio das redes sociais, que havia sido oficializado como pré-candidato ao Senado. Segundo o parlamentar, a decisão foi aprovada pela executiva estadual e representa um passo importante para consolidar sua candidatura. "Isso é um indicativo muito importante, consistente e que consolida a nossa pré-candidatura ao Senado Federal."
Contudo, minutos antes da deliberação, o presidente nacional da federação, Antonio Rueda (União), divulgou uma nota informando que não havia qualquer definição sobre as candidaturas majoritárias em Pernambuco. No comunicado, Rueda afirmou que o processo continua em discussão e ressaltou que qualquer decisão local que não conte com unanimidade entre PP e União Brasil "não produzirá nenhum efeito perante a Executiva Nacional".
Apesar da declaração, o copresidente nacional da Federação União Progressista, senador Ciro Nogueira, referendou integralmente a deliberação da executiva estadual pernambucana. Também por nota, o dirigente ratificou a indicação de Eduardo da Fonte como pré-candidato ao Senado e afirmou que a decisão está em consonância com o estatuto e com as normas que regem a organização partidária.
No mesmo dia, Miguel Coelho foi às redes sociais para afirmar que continua na disputa pela vaga ao Senado. O ex-prefeito de Petrolina reafirmou a pré-candidatura e salientou que ela foi construída de forma coletiva e defendeu que a Federação União Progressista é formada por dois partidos independentes, sem imposições entre si.
Na avaliação de Coelho, caberá à executiva nacional definir a composição da chapa durante o processo eleitoral. "O momento de definição será nas convenções e sob a liderança da governadora Raquel Lyra. Estamos firmes em nossa caminhada ao Senado", disse.