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Opinião
Colégios do Recife que desapareceram deixando os alunos com saudade (4)

João Alberto Martins Sobral
Jornalista

Publicado em: 04/12/2020 03:00 Atualizado em: 04/12/2020 00:23

Manoel Borba: Na esquina da Rua da Santa Cruz e a Barão de São Borja, no Pátio de Santa Cruz,  o Grupo Escolar Manoel Borba tinha um excelente nível de ensino, atendendo especialmente os moradores da Boa Vista. Passaram por lá muitos nomes conhecidos. Seu prédio passou a ser sede da Associação dos Ex-Combatentes e que se encontra totalmente deteriorado.

Rosa Gattorno: Sua sede era na Rua José Maria, no Rosarinho, com boas instalações e uma ampla área. Não suportou a concorrência de escolas que foram surgindo nos bairros próximos, vindo a encerrar suas atividades em 2016. No ano seguinte, passou a ser administrado pelo Colégio Boa Viagem, se constituindo no CBV Jaqueira, com mais de mil alunos, do infantil ao curso médio. Poucos sabem que suas instalações serviram como o ponto de encontro dos sócios do Contato durante o ano que  antecedeu a abertura daquele Colégio. Ali, foram discutidas e planejadas boa parte das ideias inovadoras do Contato

Instituto Capibaribe: Foi fundado em 1955 pelo educador Paulo Freire, que um ano depois transferiu a direção para a professora Raquel Correia de Castro, que ocupou o cargo por mais de 40 anos. Começou na Rua do Príncipe. Depois, foi para a Rua Malaquias e agora está na Rua das Graças. Uma curiosidade: o hino da escola, até hoje,  é cantado pelos alunos, foi composto por José Paulo Cavalcanti e José Paulo Cavalcanti Filho, aluno da primeira turma da escola.

Sagrada Família: Era uma das melhores e mais tradicionais escolas da cidade, na Praça de Casa Forte, onde funcionou por 115 anos e onde estudaram muitos nomes conhecidos na nossa cidade. Foi uma das vítimas da pandemia do coronavírus, que tornou impossível, financeiramente, sua manutenção. Seu edifício foi considerado patrimônio municipal. Pelo que se comenta, está  havendo contatos para ser transformado numa escola municipal.

Colégio Leão XIII - No início funcionava na Rua 48, e depois se expandiu até a Avenida João de Barros, indo de uma ponta a outra do quarteirão. Ali funcionou durante mais de 40 anos, sempre com um grande número de alunos. Encerrou suas atividades em 2008. Hoje dá lugar a uma das unidades da Escola Saber Viver.

Colégio Parnamirim: Ficava na Sebastião Alves, no bairro de Parnamirim, A escola nasceu Expoente, mas depois, por força de exigência de uma outra escola com o mesmo nome, teve que passar a se chamar  Exponente, para depois mudar de nome outra vez, e ser o Colégio Parnamirim. Foi também a escola que deu origem ao atual Colégio Eximus, que fica no Bairro de Santana, próximo ao Hiper de Casa Forte. Funcionou até setembro deste ano, quando anunciou seu fechamento, devido à crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus. A partir de 2021, em suas instalações funcionará unidade do Colégio Madre de Deus.

Luiza Cora: Um tradicional colégio de Olinda ficava na Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcanti, que funcionou durante 37 anos e fechou de surpresa no início deste ano, bem antes da pandemia. Seus proprietários alegaram problemas financeiros, que tornaram impossível a continuação do estabelecimento.

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