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Opinião
É ruim, mas temos avanços

Por Fábio Jardelino* e Davi Barboza**
* Jornalista e Doutorando em Ciências da Comunicação em Portugal
** Professor universitário e Doutor em Ciência Política

Publicado em: 25/03/2020 03:00 Atualizado em: 24/03/2020 22:36

"Nem tudo são flores", diz o ditado popular. Mas, calma, também há bons acontecimentos nas crises, e depois de dias nublados a primavera certamente vai chegar. O ano de 2020 trouxe consigo uma série de problemas que afetam e afligem as sociedades mundiais. Apenas nesses três longos meses já vimos crises diplomáticas envolvendo potências militares, guerras comerciais e agora passamos pela maior adversidade sanitária da nossa geração, a pandemia do Covid-19.

Oficialmente temos mais de 200 mil infectados em todo o mundo e uma taxa de mortalidade que já soma mais de oito mil óbitos. O coronavírus está se mostrando um grande desafio para a economia moderna, provocando variações no câmbio, derretimento de bolsas de valores e a diminuição da atividade econômica. Mas a ideia aqui é lembrar que nem tudo está perdido, por isso vamos descrever alguns avanços nessa luta contra a pandemia.

No geral, o que os especialistas vêm discutindo é que os "cenários de supressão" estão sendo mais bem sucedidos do que os de "mitigação" da doença. Os primeiros, mais radicais, envolvem distanciamento social de quase toda a população, torna imperativa a quarentena dos casos identificados, e provoca fechamentos obrigatórios de instituições de ensino e comércio. As ações de mitigação, por sua vez, buscam resguardar o sistema de saúde não colocando em risco seus profissionais, sugerindo também a redução de aglomerações em espaços fechados e a promoção de medidas de higiene.

Ademais, temos boas notícias no Brasil e no mundo, como o primeiro dia na China sem nenhum caso de transmissão local. Redes de apoio e de solidariedade também vêm chamando a atenção. Na Itália, cidadãos em quarentena cantam nas sacadas em momento de esperança e, em países como Espanha, Portugal e França, as pessoas homenageiam os profissionais de saúde no início da noite com várias palmas.

No Brasil, demonstrações de solidariedade começam a aparecer. Circula nas redes sociais fotos de comunicados em condomínios, onde jovens se oferecem a ajudar idosos em quarentena com ações simples, como comprar mantimentos em supermercados e entregá-los sem nenhum custo. Governos Municipais, Estaduais e Federal anunciaram medidas para ajudar os mais necessitados, que vão desde doação de cestas básicas e ajuda financeira ao aumento do prazo de pagamento de dívidas para famílias e empresas.

Por fim, também devemos cuidar da nossa saúde mental e das pessoas ao redor, conforme vem ressaltando a própria OMS com guias que ensinam temas variados, a exemplo de como tratar humanamente os possíveis infectados e a prática da meditação. Aos religiosos, uma opção sem sair de casa é assistir aos cultos e reuniões das mais diversas crenças e fés que começam a ser transmitidos online, via plataformas como o Facebook.

Iniciamos esse artigo dizendo um ditado popular famoso e terminaremos com outro: "só percebemos o valor da água depois que a fonte seca". Num momento de crise como esse, valorizar o positivo é a melhor maneira de enfrentar as dificuldades.

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