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Opinião
O protagonismo recifense da mobilidade é das pessoas

Taciana Ferreira
Presidente da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU)

Publicado em: 04/01/2020 03:00 Atualizado em: 06/01/2020 09:23

A mobilidade urbana é um direito que, quando garantido, assegura a qualidade de vida dos cidadãos. Por isso, a gestão de trânsito da Prefeitura do Recife tem investido massivamente na mobilidade da população, ao invés de focar nos veículos, garantindo cada vez mais o direito de se deslocar com segurança. Os dados coletados pelo Instituto Pelópidas Silveira, atestam a decisão de implantar políticas de mobilidade baseadas em pedestres, ciclistas ou usuários de transporte público. Os estudos apontam que esse público representa 78% dos trabalhadores ao se deslocarem até o trabalho e 73% dos estudantes ao se deslocarem até a unidade escolar.

Ao andar pelas vias da capital pernambucana, já é possível observar a prioridade dedicada aos diversos atores do trânsito. Rotas cicláveis, corredores exclusivos para ônibus, assim como travessias e refúgios para pedestres – equipamentos que devolvem à cidade o protagonismo às pessoas. Por isso, os últimos sete anos foram históricos para esta cidade.

Em 2013, a cidade contava com apenas 24 km de rotas cicláveis contra os atuais 103 km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, que representam um crescimento de 330% da malha cicloviária. Implantar esses equipamentos exige estudo, dedicação e, acima de tudo, posicionamento em prol da garantia da segurança viária de ciclistas, que são partes frágeis no trânsito. De lá para cá, vemos o aumento do número de pessoas que utiliza a bicicleta aumentar porque se sentem mais seguras.

Já o Projeto Faixa Azul beneficia, diariamente, 900 mil usuários de transporte público na capital pernambucana. A escolha de destinar uma faixa de rolamento nas vias de grande porte da cidade para os ônibus garante mais qualidade de vida para quem mais precisa e mais comodidade e rapidez na viagem dos trabalhadores e estudantes que utilizam ônibus. Contamos, hoje, com 58 km de corredores exclusivos para ônibus na cidade, sendo 62% implantados a partir de 2013. O sucesso dos equipamentos já é garantido. Na Faixa Azul das avenidas Herculano Bandeira e Domingos Ferreira, o ganho de tempo foi de 118%, já na Avenida Antônio de Góes, os passageiros reduziram em 35% o tempo de viagem.

Já no ano de 2019, o Recife inovou na implantação de áreas de trânsito calmo na cidade. Com uso de técnicas como redução de velocidade, urbanismo tático, refúgios e travessias para pedestres, o trânsito calmo foca, principalmente, na segurança viária das pessoas que andam a pé, que são as mais frágeis do trânsito. Até agora, áreas de Santo Amaro, Boa Vista e Afogados já foram contempladas, além da Zona 30 da Ilha do Leite, onde mais de 60 refúgios para pedestres já foram implantados.

Por esses motivos, o prognóstico que temos para esta década que se inicia é bastante positivo: a política de trânsito está baseada na mobilidade de pessoas, não de carros, priorizando a maior parte da população – e a que mais precisa de atenção - e com garantia da mobilidade e da segurança viária. Dessa forma, o Recife muda o seu desenho urbano com espaços para os diversos modos – a pé, ônibus, bicicletas, motos ou carros – a fim de que haja respeito à vida do outro e mais qualidade de vida para os recifenses.

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