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Opinião
Editorial Esperança de dias melhores

Publicado em: 21/12/2019 03:00 Atualizado em: 23/12/2019 08:36

As expectativas relativas ao crescimento econômico no próximo ano são melhores do que o projetado pela maioria dos economistas, se for levado em consideração que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em pouco mais de 1% em 2019. É dado como certo, entre os analistas, que, em 2020, o PIB será maior do que 2%, estimativa corroborada pelo Relatório Trimestral de Inflação (RIT) divulgado pelo Banco Central (BC), que elevou a projeção de crescimento de 1,8% para 2,2%. A previsão, embora não chegue perto das taxas de crescimento de países como China e Índia, sempre acima dos 5% há vários anos, pode ser comemorada, já que, depois da recessão de 2015 e 2016, o país vem patinando com uma produção em torno de 1%.

Dados recentes, como a retomada da construção civil e a criação de quase 100 mil empregos com carteira assinada em novembro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), puxado pelo bom desempenho dos setores de comércio e serviços, mostram consistência no otimismo da equipe econômica. O próprio ministro Paulo Guedes manifestou sua crença de que o Brasil crescerá pelo menos 2% no ano que vem. Satisfeito com a evolução da economia brasileira, frisou que as reformas estruturais para reduzir os gastos públicos, uma das maiores anomalias do Brasil, que corrói a capacidade de investimento estatal, começam a surtir efeito. Acredita que o PIB vai fechar o ano em 1,2% e, em 2019, em 2,4%, o que não é nada de mal depois de dois anos de crescimento bem inferior às necessidades do país.

Indiscutível que a reforma da Previdência foi a mola propulsora para o início de um processo mais robusto de recuperação econômica. O ministro destaca que a reforma previdenciária foi fundamental para a queda dos juros a longo prazo, que resultará em taxas baixas para os próximos anos. A realidade é que a economia de cerca de R$ 800 bilhões para a União, nos próximos 10 anos, proporcionada pela nova Previdência, é primordial para que o governo possa conter os gastos públicos, já que a Previdência, com custo em torno de R$ 700 bilhões por ano, era a principal fonte de desequilíbrio fiscal, aguçado por administrações sem qualquer comprometimento com a saúde financeira da nação. E a reforma levou à queda dos juros da dívida pública, o segundo maior gasto do governo, que consome algo em torno de R$ 400 bilhões por ano.

Também contribuiu para o começo do arranjo das contas governamentais a devolução de recursos de bancos públicos para o Tesouro, além das privatizações de subsidiárias de empresas estatais. Desacelerar o endividamento é palavra de ordem da equipe econômica, que também aposta no programa de privatizações capitaneado pelo Ministério da Infraestrutura. O terceiro grande sorvedouro do dinheiro público, que são os gastos com o funcionalismo — giram em torno de R$ 300 bilhões por ano — está sendo estancado. A estratégia, que já vem surtindo efeito, é a redução dos cargos, a não reposição de servidores que se aposentam ou deixam a vida pública e o controle da folha de pagamentos.

Não resta dúvida de que o governo está no caminho certo para soerguer a economia. A esperada reação do PIB e as sinalizações dadas por agências internacionais de classificação de risco mostram que a política econômica atual está dando certo para que o Brasil possa, finalmente, deslanchar. Mas, para isso virar realidade, novas reformas têm de acontecer, como a tributária e a administrativa.

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