Copa de 2026: conheça os adversários do Brasil na fase de grupos e os perigos para Ancelotti
O Brasil estreia contra o Marrocos, semifinalista no Catar, e também encara os retornos históricos de Haiti e Escócia no Mundial da América do Norte. Veja o raio-x do Grupo C
Publicado: 04/06/2026 às 13:10
Marrocos, Haiti e Escócia: conheça os rivais do Brasil e quem deve preocupar Ancelotti na Copa. ( Foto: Abdel Majid BZIOUAT / AFP)
A Seleção Brasileira está no Grupo C da Copa do Mundo de 2026 e terá Escócia, Haiti e Marrocos como adversários na primeira fase.
O torneio, que será realizado no Canadá, Estados Unidos e México, começa em 11 de junho, mas o Brasil estreia no dia 13, contra os marroquinos, às 19h00 (horário de Brasília).
Na sequência, a Seleção de Carlo Ancelotti enfrenta o Haiti em 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília), e encerra a fase de grupos contra a Escócia em 24 de junho, às 19h00 (horário de Brasília).
Um dado curioso para os supersticiosos marca a chave: as duas últimas seleções campeãs mundiais saíram do Grupo C (França, na Rússia, em 2018, e Argentina, no Catar, em 2022).
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Marrocos: o desafio da estreia
O primeiro jogo do Brasil também projeta ser o confronto mais duro desta fase inicial. Atual campeão da Copa Africana de Nações (2025), o Marrocos ocupa o 7º lugar no ranking da Fifa, apenas uma posição atrás da Seleção Brasileira.
Além da recente conquista continental, os marroquinos retornam ao torneio após a campanha histórica na Copa de 2022, no Catar, quando alcançaram as semifinais após eliminarem Espanha e Portugal.
O elenco base atua na elite europeia, liderado por nomes como Hakimi (PSG, recém-bicampeão da Champions League), Brahim Díaz (Real Madrid) e Noussair Mazraoui (Manchester United). No setor ofensivo, dois atletas exigem atenção da defesa brasileira: o centroavante Ismael Saibari e o ponta Abdessamad Ezzalzouli.
Campeão holandês pelo PSV nesta temporada, Saibari somou 15 gols e oito assistências em 27 partidas. Já Ezzalzouli, ex-Barcelona e atualmente no Real Betis, participou diretamente de 19 gols (10 tentos e nove assistências) em 29 jogos no Campeonato Espanhol.
Apesar do bom momento técnico, o Marrocos chega ao Mundial em transição no banco de reservas. Walid Regragui, técnico que levou a equipe à semifinal no Catar, foi demitido após a final da Copa Africana de Nações. O cargo agora é ocupado por Mohamed Ouahbi, responsável por reestruturar o planejamento da seleção na reta final de preparação para o torneio nos Estados Unidos.
Haiti: o retorno ao Mundial após mais de cinco décadas
Segundo adversário do Brasil na fase de grupos, o Haiti disputa a Copa do Mundo apenas pela segunda vez em sua história e a primeira desde 1974.
A equipe caribenha garantiu a vaga após duas fases nas eliminatórias da Concacaf, onde fez uma campanha de seis vitórias, dois empates e duas derrotas em 10 jogos. A classificação foi confirmada em novembro de 2025, com triunfos sobre Costa Rica (1 a 0) e Nicarágua (2 a 0).
Atual 82ª colocada no ranking da Fifa, a seleção comandada por Sebastien Migne chega aos Estados Unidos embalada por um resultado expressivo na reta final de preparação.
Após um desempenho misto nos amistosos de março — derrota por 1 a 0 para a Tunísia e empate em 1 a 1 com a Islândia —, os haitianos aplicaram 4 a 0 na Nova Zelândia, na Flórida, nesta semana, em um dos últimos compromissos antes da Copa.
No setor ofensivo, o principal nome é o meio-campista Bellegarde, de 27 anos. Nascido na França, o jogador é um "reforço" recente da seleção após ser convocado pelo Haiti pela primeira vez em 2025.
Mesmo com apenas oito jogos disputados pelo país, ele assume a camisa 10 no Mundial. No futebol de clubes, o atleta vem de uma temporada na qual disputou o Campeonato Inglês pelo Wolverhampton e acabou sendo rebaixado.
Escócia: a força europeia liderada pelo meio-campo
O último rival do Brasil na primeira fase é a Escócia, que também passou por um grande hiato sem disputar uma Copa do Mundo. Foram 28 anos de espera desde o torneio disputado na França, em 1998, até a edição de 2026, na América do Norte.
Nas eliminatórias, os escoceses terminaram como líderes no Grupo C, que também contava com Dinamarca, Grécia e Bielorrússia. Para garantir a classificação, a seleção comandada pelo técnico Steve Clarke contou com três pilares: Andy Robertson, Scott McTominay e John McGinn.
O lateral-esquerdo Robertson, multicampeão pelo Liverpool, é o destaque na linha de cinco defensiva, tendo liberdade para apoiar no ataque.
O meio-campo, com por McTominay e McGinn, dita o ritmo da equipe, unindo ímpeto ofensivo e recomposição rápida para não expor a zaga.
Ambos são conhecidos por serem os "motorzinhos" do meio-campo, chegando ao ataque com frequência para marcar gols e distribuir assistências.. A dupla se destaca justamente por essa forte chegada ao ataque, com números expressivos de gols e assistências por seus clubes.
Desde que trocou o Manchester United pelo Napoli, McTominay vive grande fase. Na temporada 2024/25, marcou 13 gols e deu seis assistências em 34 partidas, ajudando o clube a conquistar o Campeonato Italiano.
McGinn, por sua vez, acabou de se sagrar campeão da Europa League com o Aston Villa, contribuindo com 18 gols e oito assistências em 40 partidas pela equipe inglesa em todas as competições.