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FERROVIA

Mais uma semana sem assinatura para retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco

Procurada pelo Diario, a vice-governadora Priscila Krause, que tinha previsto a assinatura para a semana passada, afirmou que o Governo de Pernambuco aguarda a confirmação do governo federal

Mariana de Sousa

Publicado: 01/06/2026 às 18:01

Trecho da Transnordestina/Rafael Vieira/DP Foto

Trecho da Transnordestina (Rafael Vieira/DP Foto)

O contrato para a retomada das obras em 73 quilômetros da Ferrovia Transnordestina, no trecho entre Custódia e Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, segue sem confirmação. Na segunda-feira passada, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) havia declarado que a assinatura estava prevista ainda para aquela semana.

Uma semana depois, no entanto, o contrato ainda não foi assinado pela gestão. Procurada pelo Diario, a vice-governadora afirmou que "o Governo de Pernambuco aguarda a confirmação do governo federal para a assinatura do contrato de retomada das obras nos 73 quilômetros da Transnordestina", sem previsão até o momento, uma nova previsão oficial para a formalização do acordo."

Nos bastidores, o novo adiamento aumenta a expectativa em torno da retomada do ramal pernambucano da Transnordestina, cuja permanência no projeto foi alvo de articulações políticas recentes do governo estadual junto à União. 

No dia 13 de maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspendesse novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção da Transnordestina, no trecho Salgueiro e Suape. A fiscalização do TCU havia apontado que não existem estudos técnicos, econômicos e ambientais que mostrem que os benefícios sociais do empreendimento superam seus custos.

Na semana passada, a governadora Raquel Lyra havia anunciado avanços nas negociações após reunião em Brasília com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Desde então, a expectativa era de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse do anúncio oficial da retomada das obras.

O trecho entre Salgueiro e Suape é considerado estratégico pelo setor produtivo pernambucano por permitir a integração logística entre o Sertão e o Complexo Industrial Portuário de Suape, além de ampliar a capacidade de escoamento da produção e atrair investimentos para o estado.

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