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Test Drive

O que há de novo sob o capô do 208 Hybrid?

Estética da versão híbrida leve do hatch Peugeot 208 Hybrid é a mesma da GT, que incorporou a nova motorização. A diferença fica por conta do assistente elétrico acoplado ao motor 1.0 turbo T200

Pedro Ivo Bernardes

Publicado: 01/06/2026 às 19:06

Peugeot 208 GT é o primeiro hatch a adotar a motorização híbrida leve (MHEV) no mercado brasileiro /Pedro Ivo Bernardes/DP

Peugeot 208 GT é o primeiro hatch a adotar a motorização híbrida leve (MHEV) no mercado brasileiro (Pedro Ivo Bernardes/DP)

A Peugeot seguiu os passos da prima italiana, a Fiat, e colocou no mercado as versões híbridas do hatch 208 e do SUV 2008, aproveitando o intercâmbio de tecnologia entre as marcas do pool automotivo Stellantis.

Adotada na versão esportiva GT do 208, a tecnologia híbrida leve MHEV fez do hatch francês o primeiro da categoria a levantar essa bandeira no mercado brasileiro, embora não se possa considerá-lo como um veículo eletrificado de fato, como são os híbridos e híbridos plug-in. No test drive realizado por DP Auto, o modelo se apresentou com uma proposta que vai ao encontro do projeto de descarbonização das marcas de automóveis da Stellantis.

Ao volante, as diferenças no funcionamento do conjunto de força passam praticamente imperceptíveis, mas com os instintos mais aguçados é possível perceber uma sutil redução no tempo de resposta do acelerador e um funcionamento mais suave do sistema Strat&Stop - que liga e desliga o motor a combustão em semáforos e condições de trânsito parado.

Sob o capô

O coração do 208 Hybrid é um conjunto que combina um motor 1.0 turbo flex de 130 cavalos e 200 Nm (20,4 kgfm), o T200, com um motor-gerador elétrico acoplado ao virabrequim. Pense nele como um assistente silencioso: não é forte o suficiente para mover o carro sozinho, mas entra em cena nos momentos certos para dar aquele empurrão extra nas saídas e, principalmente, para recuperar energia que seria desperdiçada nas frenagens e desacelerações.

A bateria de íons de lítio é compacta, com 12 volts — bem diferente dos sistemas híbridos “completos” que exigem baterias pesadas e caras. O sistema não precisa de recarga externa e promete uma redução de até 10% no consumo de combustível no trânsito urbano. Completa o conjunto mecânico a transmissão automática CVT de sete marchas.

Tecnologia embarcada

Três recursos merecem destaque no sistema híbrido do 208, e todos funcionam sem a necessidade de ação humana.

O Advanced Start & Stop é, como o nome já diz, a evolução do sistema convencional que conhecemos. Aqui, o motor é religado de forma quase imperceptível, sem o solavanco típico dos sistemas tradicionais.

Na sequência temos o e-Braking, responsável por capturar a energia cinética durante as frenagens e convertê-la em eletricidade. Por fim, temos o e-Coasting, que faz algo semelhante, só que nas desacelerações quando você tira o pé do acelerador e deixa o carro rolar.

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