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Coluna

Diario Econômico

Com Pedro Ivo Bernardes

Finanças

O Pix e os meios digitais de pagamentos vão aposentar o dinheiro?

Estudo Global Payments Report/Wordplay aponta um índice de bancarização da população brsileira de 96,4% e o grande responsável pelo feito foi o Pix. A iniciativa brasileira não está sozinha. A Argentina tem o seu Transferências 3.0, a Colômbia lançou o Bre-B e, no outro lao do Atlântico, a Nigéria possui uma das maiores taxas de pagamentos instantâneos do mundo

Pedro Ivo Bernardes

Publicado: 26/05/2026 às 09:00

Pix impulsionou acesso da população brasileira ao sistema financeiro /Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pix impulsionou acesso da população brasileira ao sistema financeiro (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Bancarização: você sabe o que é? O termo nada mais é do que a definição para a proporção de indivíduos de uma população com acesso a serviços bancários. Ultimamente, o conceito tem rondado o noticiário econômico devido à elevada taxa de brasileiros incluídos no sistema financeiro. O fenômeno, que teve início com as fintechs, responsáveis por simplificar a abertura de contas, se consolidou em definitivo com o Pix.

Segundo o estudo Global Payments Report, da Global Payments/Worldpay, o Brasil conta atualmente com 96,4% da população bancarizada. No sentido inverso desse avanço, observa-se a queda gradativa do uso do dinheiro em espécie. O mercado brasileiro puxa a fila desse movimento na região, com apenas 12% das operações nos pontos de venda realizadas com dinheiro vivo. Diferente da alardeada concorrência desleal — tese difundida pelas grandes bandeiras de cartão de crédito —, o Pix deixou de ser apenas “uma alternativa” para se tornar o protagonista absoluto do mercado. E o Brasil não está sozinho nessa peleja.

Na Argentina, o sistema Transferências 3.0 já responde por 15% do e-commerce e 10% das vendas físicas. Na Colômbia, o Banco Central lançou recentemente o Bre-B para transações instantâneas, nos moldes do modelo brasileiro. Fora do continente, a Nigéria também se destaca com uma das maiores taxas de uso de pagamentos instantâneos (A2A) do mundo. Diante dessa nova realidade global, a pergunta que fica no ar é inevitável: o papel-moeda está mesmo com os dias contados?

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