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Coluna

Diario Econômico

Com Pedro Ivo Bernardes

Energia Elétrica

No final, quem paga a conta é o consumidor

Leilão de reserva de energia, realizado pelo governo federal, custará R$ 39 bilhões por ano. Federação dos Consumidores de Energia Elétrica estima que a contração de térmicas terá um impacto médio de 10% na conta de luz dos brasileiros

Pedro Ivo Bernardes

Publicado: 24/03/2026 às 07:00

Termelétricas foram beneficiadas pelo leilão de reserva de energia/Divulgação/Parnaíba II Geração de Energia SA

Termelétricas foram beneficiadas pelo leilão de reserva de energia (Divulgação/Parnaíba II Geração de Energia SA)

O governo federal realizou, na última semana, o “maior leilão de reserva de energia” da história — daquelas medidas dignas da série “Nunca antes na história deste país”. Num país que arvora ser o berço da geração de energia limpa, o leilão de capacidade de geração foi dominado por termelétricas a gás natural, óleo diesel, biodiesel e, pasmem, três empreendimentos movidos a carvão mineral.

Os contratos têm duração de dez a quinze anos e, na prática, o governo federal pagará não pela energia, mas pela reserva de capacidade de geração. É uma espécie de seguro que pode ser acionado em caso de risco de “apagão”. Segundo a Frente Nacional dos Consumidores de Energia Elétrica - FNCE, a contratação custará R$ 39 bilhões por ano, o que implica aumento médio de 10% na conta de luz dos brasileiros.

Há ainda um grave efeito colateral: o esvaziamento do leilão de armazenamento de energia solar e eólica via sistemas de baterias (BESS), que está sendo preparado pelo próprio governo federal. De acordo com a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE), o BESS cumpriria a mesma função a um custo bem mais baixo: cerca de R$ 923 milhões anuais por gigawatt (GW), enquanto uma térmica a gás custa R$ 1,63 bilhão.

 

Projeto Vale do Catimbau terá R$ 4 milhões

O Parque Nacional Vale do Catimbau receberá aporte de R$ 4 milhões para investimentos no desenvolvimento local e na qualificação dos agentes envolvidos. Já não era sem tempo: o sítio arqueológico pernambucano é o segundo maior do País, atrás apenas do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), e poderia ser bem mais explorado turisticamente como acontece com outros parques. Esse é o foco do Projeto Nacional Vale do Catimbau, liderado pelo Sebrae-PE, que será lançado na quinta-feira (26).

IA e seu impacto no mundo dos negócios

O LIDE Pernambuco recebe, na quinta-feira (2), o CEO do iFood, Diego Barreto, no Mar Hotel Conventions. O encontro ocorre em dois horários: às 8h e às 11h30. O evento abordará como a inteligência artificial (IA) vem transformando estratégias, comportamentos e resultados nas empresas, além de seus efeitos no mundo dos negócios.

Consumidor ganha de construtora na Justiça

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) garantiu ao comprador de um terreno em São José da Coroa Grande, no litoral sul, o cancelamento da compra e a devolução integral do valor já pago pelo imóvel. A decisão da 6ª Câmara Cível do tribunal considerou que a empresa descumpriu a promessa de entregar a infraestrutura básica (água, luz e saneamento), impedindo a construção no lote adquirido.

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