Nova exposição da Galeria Maurício Redig, no Recife, reúne obras de artistas brasileiros consagrados
Exposição "Acervo em Diálogo" reúne oito décadas da arte brasileira na Galeria Maurício Redig, no Recife
Publicado: 29/07/2026 às 06:00
Galeria Maurício Redig recebe a exposição "Acervo em Diálogo" (Foto: Danilo Galval)
A arte brasileira foi construída por artistas que, em épocas diferentes, reagiram aos seus próprios contextos e inquietações. Quando colocadas lado a lado, porém, suas obras estabelecem relações que podem se aproximar, se distanciar e até compartilhar questões, apesar das diferenças de tempo.
É essa experiência que a Galeria Maurício Redig, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, propõe com a exposição “Acervo em Diálogo”, que entra em cartaz nesta quarta-feira (29), às 19h. A mostra poderá ser visitada de forma gratuita até 27 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, das 10h às 14h.
O próprio acervo da Galeria Maurício Redig dá origem à seleção assinada por Beth da Matta, que reúne obras produzidas de 1940 a 2020. Entre os escolhidos estão nomes ligados à cena pernambucana, como Lula Cardoso Ayres, Reynaldo Fonseca, Guita Charifker, Lucia Helena, Francisco Brennand e Wellington Virgolino, além de artistas de outros estados, como Farnese de Andrade.
“Essas aproximações não foram necessariamente pensadas quando as obras foram produzidas, mas passam a existir a partir do momento em que escolhemos colocá-las em diálogo”, explica a curadora.
Embora percorra oito décadas da produção artística brasileira, a exposição não pretende traçar um panorama completo da pintura nacional. A partir do acervo da galeria, Beth da Matta prefere pensar nas possibilidades que surgem quando essas obras são reativadas no presente e colocadas novamente em circulação. “É uma maneira de afirmar que uma galeria pode ir além da comercialização de arte e também se constituir como um espaço de pesquisa, reflexão e formação”, ressalta.
A presença de tantos artistas pernambucanos também se relaciona com a trajetória do marchand e gestor cultural Maurício Redig, que há anos trabalha com a preservação e a difusão da obra de Reynaldo Fonseca, seu tio-avô.
“O espólio de Reynaldo representa esse vínculo com uma produção fundamental para compreender um período importante da arte em Pernambuco. Na exposição, suas obras entram em relação com trabalhos de outros artistas e momentos, ampliando as possibilidades de diálogo dentro do próprio acervo”, afirma Beth.
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