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Projeto Economia da Ciranda promove protagonismo e autonomia feminina na Ilha de Itamaracá

Sediado pelo Centro Cultural Estrela de Lia, na Ilha de Itamaracá, o projeto Economia da Ciranda promoveu formação de mulheres em oficinas de moda e culinária tradicional

Diario de Pernambuco

Publicado: 24/07/2026 às 13:01

Artesãs criaram peças de fuxico inspiradas na Ilha e em Lia de Itamaracá/Divulgação

Artesãs criaram peças de fuxico inspiradas na Ilha e em Lia de Itamaracá (Divulgação)

Neste sábado (25), o Centro Cultural Estrela de Lia, localizado na Ilha de Itamaracá (PE), sedia a culminância do projeto Economia da Ciranda: Moda e Culinária Tradicional das Mulheres da Ilha. O evento gratuito, marcado para começar às 15h, apresenta os frutos de meses de capacitação focados no fortalecimento da economia criativa, sustentabilidade e empreendedorismo feminino. A data foi escolhida para celebrar o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

A iniciativa, realizada pelo Centro Cultural Estrela de Lia com patrocínio da Fundação Banco do Brasil, lançará oficialmente duas marcas coletivas: Fuxiqueiras da Ilha e Delícias de Lia. Ambas foram estruturadas como alternativas reais para geração de emprego, trabalho e renda, aliando saberes ancestrais a técnicas modernas para consolidar o protagonismo e a independência financeira das participantes da comunidade.

Na vertente da moda sustentável, a oficina Fuxiqueiras da Ilha capacitou 29 mulheres no uso da técnica tradicional do fuxico com foco no upcycling. Utilizando o reaproveitamento de retalhos têxteis descartados, as artesãs desenvolveram uma coleção cápsula inspirada no território e na figura de Lia de Itamaracá. Como importante conquista profissional, as participantes foram oficializadas no mercado com a obtenção da Carteira Nacional do Artesão, emitida pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB/PAPE).

Paralelamente, o eixo gastronômico Delícias de Lia reuniu 18 mulheres para valorizar e preservar a culinária tradicional pernambucana. Sob orientação profissional e com o suporte de doceiras locais, a formação focou em boas práticas, técnicas de manipulação e resgate de receitas à base de frutas da época, como mamão, caju e goiaba. O destaque da produção ficou por conta da tradicional Passa de Caju, que simboliza a preservação da identidade alimentar do território.

A programação do evento de encerramento contará com um desfile pedagógico para exibição das peças de vestuário autoral, seguido por uma degustação gratuita dos doces produzidos nas oficinas. Além do reconhecimento formal por meio da entrega de certificados às formandas, a tarde festiva será marcada pelo fortalecimento dos laços comunitários através do show do grupo Encanto e Raiz e da realização de uma grande roda de ciranda.

Segundo a coordenação e os organizadores do projeto, o principal legado da ação vai além da confecção de roupas e alimentos: reside no resgate da autoestima, na inclusão de mulheres idosas e na criação de uma rede colaborativa duradoura. A expectativa é que as marcas coletivas sigam ativas, transformando a riqueza cultural de Itamaracá em oportunidades concretas de empreendedorismo e mudança social para a região.

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