Exposição sobre o imaginário popular nordestino estreia no Compaz Ariano Suassuna
"Traços da Memória" reúne obras da artista visual Consuelo Figueira, no Compaz Ariano Suassuna, que são inspiradas na cultura popular nordestina
Publicado: 07/07/2026 às 06:00
Peças decorativas e utilitárias integram a exposição Traços da Memória, no Compaz Ariano Suassuna (Foto: Ruan Pablo)
Já olhou para um prato de barro ou uma escultura de papel machê e enxergou ali muito mais do que um objeto? Em sua exposição “Traços da Memória”, a artista visual Consuelo Figueira convida o público a descobrir símbolos da cultura nordestina registrados em diferentes suportes.
Ilustradas à caneta, as obras são fruto de memórias afetivas e vivências pessoais que a artista transforma em imagens inspiradas na gravura popular nordestina.
A exposição será inaugurada nesta terça-feira (7), às 17h, na Galeria Pedra do Reino, situada no Compaz Ariano Suassuna. Depois da abertura, o público poderá visitar a mostra gratuitamente até 17 de agosto, todos os dias, das 9h às 17h.
Os desenhos, sob curadoria de Ana Veloso, recriam símbolos da memória coletiva e da identidade regional que se espelham na trajetória da própria Consuelo. "Sou assumidamente bairrista. Carrego Recife, Pernambuco e o Nordeste como parte de quem sou. Minhas inspirações nascem do lugar onde vivo, da natureza e das lembranças de uma infância e adolescência repletas de experiências emocionais e sensoriais”, explica a artista em entrevista ao Diario.
Terapeuta ocupacional por mais de 30 anos, Consuelo Figueira dedicava os intervalos entre um paciente e outro ao desenho, paixão que cultivava desde a infância.
Após se aposentar, em 2022, decidiu investir na produção artística e estreou no circuito expositivo por meio da mostra coletiva “Elas Pintam o 7”, que reúne o trabalho de artistas mulheres pernambucanas. "Acredito que o tempo interferiu de forma muito positiva, sem dúvida. A arte me proporciona prazer, serenidade, calma e um contato mais profundo comigo mesma”, conta.
Em “Traços da Memória”, ela apresenta 20 quadros e obras decorativas e utilitárias que revelam cenas detalhadas, predominantemente monocromáticas, inspiradas na relação de Consuelo com a cultura popular nordestina, mas que também estão abertas às lembranças e interpretações de quem as observa.
“Procuro não criar expectativas em relação à reação do público. Mas, se alguém encontrar um pouco das próprias memórias nas minhas obras, isso já será muito gratificante”, afirma a artista.
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