Espetáculo infantil 'Caravana das Maravilhas' apresenta encantos da cultura popular no Grande Recife
Com raízes na cultura popular, "Caravana das Maravilhas" segue em temporada pelo Grande Recife com apresentações gratuitas em escolas, pontos culturais e terreiros
Publicado: 27/05/2026 às 06:00
Espetáculo gratuito da Trupe Circuluz valoriza a cultura brasileira na infância (Foto: Trupe Circuluz/Divulgação)
Antes mesmo de aprender a nomear o mundo, a infância também aprende a imaginá-lo. É nesse território de encantamento que “Caravana das Maravilhas”, espetáculo inédito da Trupe Circuluz, valoriza referências da cultura brasileira, da oralidade popular e dos brinquedos de origem negrindígena para apresentar às crianças uma jornada de circo-teatro de rua marcada por fantasia, comicidade e pertencimento.
Em temporada pelo Grande Recife, com passagens por escolas, pontos culturais e terreiros, a montagem realiza nova apresentação gratuita no próximo sábado (30), às 16h, no Ilê Axé Orixalá Talabi, em Paulista.
Com texto e roteiro da artista Raquel Franco, maranhense radicada em Pernambuco, “Caravana das Maravilhas” acompanha o encontro entre Parafina e as palhaças Keké, Pepilico, Padaria, Alicate e Estripulia. Em 45 minutos, o espetáculo infantil combina malabarismos, acrobacias, pirofagia, pernas de pau, bonecos e oralidade em uma jornada de humor e encantamento.
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A produção nasce dos 15 anos de pesquisa da Trupe Circuluz sobre circo e palhaçaria diaspóricas, com base na cultura popular e em brinquedos de origem negrindígena, como a cobra grande, os bois e o cavalo-marinho.
A partir desse repertório, o coletivo propõe ampliar o imaginário infantil para além das referências mais recorrentes nas narrativas voltadas às crianças. Segundo Raquel Franco, a montagem propõe fortalecer o pertencimento de crianças em territórios vulneráveis ao valorizar saberes ligados à oralidade, à memória coletiva e às formas de brincar que atravessam suas próprias comunidades. ‘A gente quer que as crianças possam se ver dentro dessas histórias”, diz a diretora artística e roteirista.
Após a etapa em Paulista, o espetáculo segue em itinerância para o Ilê Iyemanjá Ògúnté, em Água Fria, no domingo (31); para o Ilê Axé Ayrá Omim Kaia Lofim, em Abreu e Lima, no dia 7 de junho; e para o II Festival Agogô de Cultura e Identidade Afro-brasileira, no Compaz Paulo Freire, no dia 11 de junho. “Estamos falando de um retorno às nossas comunidades, aos nossos territórios e às formas de brincar que nasceram e seguem vivas nesses espaços”, conta Raquel.