Acusado de estuprar, matar e decapitar idosa com Alzheimer está sendo julgado em Paulista
Homem responde por homicídio, estupro, ocultação e vilipêndio de cadáver; Crime aconteceu na véspera do Natal de 2022 e teve como vítima Josenilda Lins Ezequiel da Silva, de 64 anos
Publicado: 14/07/2026 às 13:13
1ª Vara Criminal da Comarca de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (Foto: Google Street Views)
O homem acusado de estuprar, matar e decapitar a idosa Josenilda Lins Ezequiel da Silva, de 64 anos, está sendo julgado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (14), na 1ª Vara Criminal da Comarca de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O crime aconteceu na manhã de 24 de dezembro de 2022, véspera de Natal.
Antônio Vitor Alves da Silva, que na época do crime tinha 18 anos, responde pelos crimes de homicídio qualificado, estupro, ocultação de cadáver e vilipêndio de cadáver. A família de Josenilda acompanha o julgamento e espera que o acusado seja condenado.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, na manhã do crime, Josenilda saiu sozinha de casa e embarcou em um ônibus, percorrendo cerca de 14 quilômetros até chegar ao bairro de Jardim Paulista, em Paulista.
Câmeras de segurança registraram o momento em que ela foi abordada pelo acusado e levada para um terreno baldio na Rua 145.
Horas depois, o corpo da idosa foi encontrado sem a cabeça e sem as mãos. A vítima também apresentava um corte profundo no abdômen e lesões na região genital.
A cabeça foi localizada cerca de 50 metros distante do corpo e as mãos nunca foram encontradas. A investigação também concluiu que Josenilda foi vítima de violência sexual antes de ser assassinada.
Durante o inquérito, Antônio Vitor afirmou que matou a idosa porque teria sido abusado sexualmente por ela quando era criança e disse que Josenilda havia sido sua babá. A versão, no entanto, foi descartada pela Polícia Civil.
Segundo os investigadores, não foi encontrada nenhuma prova de que a vítima tenha trabalhado como babá da família do acusado. A apuração mostrou que Josenilda trabalhou cuidando de crianças em um colégio particular de Olinda.
As investigações também apontaram que, antes do assassinato, câmeras de segurança flagraram o acusado andando pelas ruas da região e perseguindo outras mulheres.
Conforme nota enviada pelo advogado da família da vítima, Dr. Weryd Simões, o esperado é que o condenado receba uma pena superior à 50 anos de reclusão.
“A família da vítima aguarda, com expectativa e confiança na Justiça, a condenação do réu pela prática dos crimes, previstos no art. 121, §2º, I, III, IV, VI e §7º, II c/c art. 211, art. 212 e art. 213, todos do Código Penal, que englobam homicídio qualificado, ocultação de cadáver, vilipêndio a cadáver e estupro. Diante da gravidade dos fatos e da somatória das penas cominadas a tais delitos, é imperioso que a sanção imposta, em caso de condenação, ultrapasse 50 (cinquenta) anos de reclusão, de modo a refletir a brutalidade do crime e a necessidade de justiça para com a memória da vítima e o sofrimento de seus familiares.”