Parte do teto do Hospital Agamenon Magalhães desaba ferindo duas profissionais
Direção do HAM informou que profissionais foram atendidas e forro do teto será substituído. É a quarta vez que parte do teto de um hospital estadual desaba
Publicado: 30/06/2026 às 18:14
Parte do teto do HAM desabou na sala de repouso dos médicos (Reprodução)
Pela segunda vez no ano, houve desabamento de parte do forro de gesso do teto do Hospital Agamenon Magalhães (HAM). Desta vez, foi no alojamento de repouso dos médicos, deixando duas profissionais feridas.
Vídeo que circula em rede social mostra o estrago deixado pelo desabamento que aconteceu no último sábado (27), com pedaços de placa de gesso espalhados pelas camas.
Em nota oficial, a direção do HAM informou que haverá a substituição integral do forro do teto da sala de repouso da enfermagem, localizado no 1º andar da unidade. Segundo a nota, a área ainda não havia passado pela requalificação.
Conforme o HAM, as duas profissionais que estava no local no momento do desabamento receberam atendimento e tiveram alta no domingo.
A direção do hospital informa, ainda, que a área foi imediatamente isolada para garantir a segurança dos profissionais e usuários da unidade.
Histórico
Essa já é a quarta vez que o forro do teto de um hospital estadual no Recife desaba em 2026, sendo o segundo caso no Hospital Agamenon Magalhães (HAM) só esse ano.
O caso mais recente aconteceu no início deste mês no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, quando parte do forro de gesso do setor de pediatria desabou. Segundo relatos de acompanhantes de crianças internadas na unidade, um forte estrondo foi ouvido por volta das 4h30 do dia 7 de junho.
Conforme nota da SES-PE na época, ninguém ficou ferido no incidente e reparos necessários foram realizados na área afetada.
No final de maio, o Hospital da Agamenon Magalhães (HAM) registrou a queda de parte do teto da ala de obstetrícia da unidade. O caso aconteceu uma semana após o Governo de Pernambuco homologar uma licitação de R$ 15 milhões para a reforma da fachada da unidade e um dia após a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) realizar uma coletiva de imprensa para rebater denúncias sobre problemas estruturais, superlotação e sucateamento na rede pública estadual de saúde.
Em nota divulgada na época pela direção do HAM, a área afetada estava interditada após ser identificado um vazamento no teto da sala de triagem obstétrica.
Segundo a unidade, equipes realizaram intervenções para retirada do forro e eliminação da infiltração, mas parte da estrutura acabou cedendo durante a madrugada. A direção também afirmou que não houve feridos no ocorrido e destacou que os atendimentos na obstetrícia não foram afetados.
Ainda conforme o HAM, a sala onde houve a queda do teto era utilizada provisoriamente enquanto eram feitas as obras da nova emergência obstétrica.
Já no início do mês de maio, foi a vez do sétimo andar do Hospital da Restauração registrar a queda de parte do forro do teto da unidade. Imagens feitas por pacientes mostram pedaços de gesso espalhados pelo chão do corredor, além de uma cratera aberta no teto do andar após o desabamento.
Segundo informações repassadas pela SES-PE, o desabamento aconteceu em um corredor do edifício que ainda não havia sido reformado. Ainda segundo a pasta, a queda teria sido provocado pelas fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife naquele período.
No ano passado, também houve dois casos de desabamento de parte do teto de unidades de saúde do estado, sendo um dos casos no posto de enfermagem do HR e o outro no Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica 2 (UTI 2) do Hospital Barão de Lucena, na Zona Oeste do Recife. Em ambos os casos, ninguém ficou ferido.