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Turistas agredidos em Porto de Galinhas dizem que podem voltar à praia: 'Problemas existem em todo o Brasil

Johnny Andrade e Cleiton Zanatta elogiaram a receptividade dos moradores e afirmaram que a confusão foi causada por "pessoas específicas"

Mareu Araújo

Publicado: 02/01/2026 às 09:11

Em novo vídeo no Instagram, o casal Cleiton Zanatta e Johnny Andrade afirmaram que podem retonar para Porto de Galinhas/Foto: Reprodução/Redes sociais

Em novo vídeo no Instagram, o casal Cleiton Zanatta e Johnny Andrade afirmaram que podem retonar para Porto de Galinhas (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Os turistas agredidos em Porto de Galinhas no último sábado (27), disseram em suas redes sociais que não descartam a possibilidade de voltar a visitar a praia pernambucana. “Essa confusão que aconteceu foi com pessoas específicas”, disse Johnny Andrade ao lado do companheiro Cleiton Zanatta.

O casal, que mora em Mato Grosso, foi agredido por barraqueiros na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Segundo eles, as agressões aconteceram após se recusarem a pagar o valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia. A taxa teria aumentado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio. O caso é investigado pela Delegacia de Porto de Galinhas.

Na gravação, publicada na conta oficial de Johnny na noite da quinta-feira (1º), Cleiton conta que ele e o marido foram bem tratados quando chegaram ao município, no dia 26 de dezembro. “A gente saiu à noite, fomos na Rua das Sombrinhas, caminhamos por ali, fomos muito bem tratados por todo mundo”, detalha.

Em outro momento do vídeo, Cleiton afirma que não foram eles que prejudicaram o comércio de Porto. “Foram essas pessoas que trataram mal seus clientes. Digamos que 30 ou 40 pessoas estragaram o comércio de Porto de Galinhas. [O comércio] de duas ou 10 mil pessoas”, continua Johnny.

“Existem problemas nas praias do Brasil inteiro. Então, agora talvez vai ser resolvido. E não fomos só nós que denunciamos”, diz o casal. Por fim, Cleiton ainda pede que o “poder público resolva os problemas e passe transparência para que a população continue visitando a praia”. “Enfim, só quero desejar de coração um feliz ano novo para todos vocês em Porto de Galinhas. Quem sabe um dia a gente volta para lá”, finaliza o casal.

Ano Novo

Johnny e Cleiton passaram Ano Novo em Balneário Camboriú, no Sul do país. Eles foram a convite da Associação de Bares e Restaurantes (Abres) da cidade catarinense, como um gesto de acolhimento. “Sempre fomos muito felizes aqui. A gente esperava, sim, que Porto de Galinhas fosse nos tratar com o máximo de carinho e respeito", acrescentou.

O casal relatou que hesitou em aceitar a viagem quando oferecida.

"Não estamos com condições psicológicas e nem físicas para sair de perto da nossa família, mas entendemos que a nossa vida segue e precisamos continuar dando voz para outras pessoas", disse Johnny.

Pagamento e defesa

Nos dias anteriores, também nas redes sociais, o casal afirma que os agressores deveriam estar na “cadeia” e exibe um comprovante de Pix no valor de R$ 94. O vídeo, gravado no aeroporto de Cuiabá, surge como resposta ao posicionamento dos envolvidos nas agressões.

“Diante de tantas inverdades, vou esclarecer algumas coisinhas a mais. Vocês só falaram mentiras a nosso respeito. Nós não chegamos alterados na barraca; não estávamos bêbados; não levamos dois litros de uísque”, afirma Johnny Andrade, que exibe um hematoma no olho direito.

Decreto

Após o caso, a Prefeitura de Ipojuca publica, nesta quarta-feira (31/12), um novo decreto com o objetivo de reforçar as regras de funcionamento do comércio na orla e estabelecer medidas para proteger consumidores e visitantes.

O Decreto nº 149/2025 altera dispositivos do nº 485/2018 e proíbe expressamente práticas consideradas abusivas, como a exigência de consumação mínima, a cobrança de taxas ou multas pela não consumação e a chamada venda casada de produtos ou serviços por barracas de praia e seus colaboradores.

A norma também estabelece que o descumprimento das regras pode resultar na suspensão temporária ou até na cassação da autorização de funcionamento, mediante decisão fundamentada da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano.

Além da regulamentação, a Prefeitura de Ipojuca anuncia um conjunto de medidas imediatas em resposta ao caso. Entre as ações estão a suspensão temporária, pelo prazo de uma semana, das atividades da barraca envolvida na agressão, bem como o afastamento preventivo dos garçons e atendentes citados na ocorrência até a conclusão da investigação.

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