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Safra de 2024 deve ter queda de 3,2% frente a 2023, diz IBGE

O instituto prevê a produção de 306,2 milhões de toneladas em 2024, 10,1 milhões a menos do que a do ano atual, que foi recorde

Publicado em: 07/12/2023 17:43


"Para 2024, espera-se uma recuperação das culturas do RS, mas problemas no resto do país, associados ao clima", detalhou Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE  (foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press)
"Para 2024, espera-se uma recuperação das culturas do RS, mas problemas no resto do país, associados ao clima", detalhou Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE (foto: Cadu Gomes/CB/D.A Press)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (07), o segundo prognóstico de grãos, cereais e leguminosas para 2024. A estimativa é de que sejam produzidas 306,2 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 10,1 milhões - ou 3,2% - frente à safra deste ano, que deve ser de 316,3 milhões de toneladas.

 

De acordo com o IBGE, a queda se deve, principalmente, à diminuição nas produções de milho - que deve reduzir em 12,8% ou 13,2 milhões de toneladas -, sorgo - que deve reduzir em 10,9% ou 467 mil toneladas -, e algodão - que deve reduzir em 4,4% ou 208 mil toneladas.

 

Por produto, o IBGE estima que sejam produzidas 7,4 milhões de toneladas de algodão herbáceo, 10,5 milhões de toneladas de arroz em casca, 3,1 milhões de toneladas de feijão, 118,6 milhões de toneladas de milho, 152,5 milhões de toneladas de soja e 3,8 milhões de toneladas de sorgo.

 

Por estado, a produção deve crescer 41,2% no Rio Grande do Sul e diminuir nos estados do Mato Grosso (-14,6%), Paraná (-1,4%), Goiás (-4,5%), Mato Grosso do Sul (-7,4%), Minas Gerais (-4,5%), Santa Catarina (-1,9%), Tocantins (-6,4%), Rondônia (-10,3%), São Paulo (-3,2%), Bahia (-2,9%), Maranhão (-1,3%), Piauí (-3,9%), Pará (-5,9%) e Sergipe (-7,0%).

 

“Para 2024, espera-se uma recuperação das culturas do Rio Grande do Sul, mas problemas no resto do país, associados ao clima”, detalhou Alfredo Guedes, gerente de agricultura do IBGE.

 

O instituto alerta, porém, que a safra de 2023 obteve valor recorde e, portanto, é uma base de comparação relativamente elevada “devido a uma associação de bons preços e condições climáticas favoráveis, com exceção do Rio Grande do Sul, que teve problemas”.

 

 

2022/2023

 

Segundo a estimativa de novembro do IBGE, a safra de 2023 (316,3 milhões de toneladas) representará uma alta de 20,2% - ou 53,1 milhões de toneladas - em relação à de 2022, que foi de 263,2 milhões de toneladas. Contudo, essa estimativa mostra um recuo de 995,3 mil toneladas em relação à divulgada em outubro.

 

A área a ser colhida na safra de 2023 - 77,8 milhões de hectares - cresceu 6,3% (4,6 milhões de hectares) em comparação à de 2022.

 

Os três principais produtos do grupo - arroz, milho e soja -, somados, representam 92,6% da estimativa da produção de 2023 e respondem por 87% da área a ser colhida. Em comparação com a safra de 2022, houve aumento nas produções de soja (26,9%), algodão herbáceo (14,4%), sorgo (49,9%) e milho (18,9%). As produções de arroz em casca e de trigo sofreram queda de 3,9% e 11,3%, respectivamente.

 

Em relação a 2022, a área de produção do milho aumentou em 4,3%, a do algodão herbáceo em 7,1%, a do sorgo em 26,9%, a do trigo em 8,8% e a da soja em 8%. As áreas do arroz e do feijão sofreram recuo de 8,2% e 7%, respectivamente.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense.  

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