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Mina em Maceió: 60 mil pessoas foram realocadas em cinco bairros

De acordo com a Defesa Civil, toda a área que poderá ser atingida pelo colapso da mina já foi evacuada. Os impactos para o meio ambiente, no entanto, ainda são imensuráveis

Publicado em: 02/12/2023 15:20 | Atualizado em: 02/12/2023 15:23

Afundamento de uma mina próximo à lagoa Mundaú, no Mutange, pode abrir uma enorme cratera na superfície - (crédito: Afundamento de uma mina próximo à lagoa Mundaú, no Mutange, pode abrir uma enorme cratera na superfície (Foto:  Reprodução/TV Gazeta)
Afundamento de uma mina próximo à lagoa Mundaú, no Mutange, pode abrir uma enorme cratera na superfície - (crédito: Afundamento de uma mina próximo à lagoa Mundaú, no Mutange, pode abrir uma enorme cratera na superfície (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

A movimentação do solo da mina em risco de colapso em Maceió diminuiu, mas continua em evolução. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés, em entrevista à Globo News na manhã deste sábado (2/12), o ritmo desacelerou, mas está cada vez mais próximo da superfície. "Poderá chegar a qualquer momento a eclodir ou de uma forma mais branda, mas com certeza atingirá a superfície", disse. 

A mina em risco foi desativada em 2019 e era uma das 35 na região que servia para extração de sal-gema, minério usado na produção da soda cáustica. Em 2020, o bairro Mutange, onde está localizada a mina, teve que ser desocupado devido ao afundamento do solo. Desde então, mais de 60 mil pessoas tiveram que ser realocadas. De acordo com a Defesa Civil toda a área no entorno do bairro já foi evacuada e não corre o risco de que outras áreas sejam atingidas. Estão na rota de risco cinco bairros: Mutange, Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Farol.   

"A gente acredita que [a cratera] será, aproximadamente, cinco vezes o seu raio, que está hoje, em média, 32 metros. A população que reside nesse entorno está a uma distância considerável, em média, a 2 quilômetros de distância desse local, que é aqui às margens da lagoa Mundaú", explicou o coordenador. 

Nesta sexta-feira (1º/12), a Braskem também garantiu ao Ministério Público do Trabalho (MPT-AL) que todos os trabalhadores foram retiradas da área de risco. Na audiência, o MPT também determinou que a empresa apresente os planos de gerenciamento de risco, de monitoramento, de emergência e de evacuação na área ameaçada pelo colapso da mina 18 até quarta-feira (6/12). 

A Defesa Civil também garantiu, em nota, que não há risco de que os munícipios de Pilar, Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte, banhados pela lagoa Mundaú, serem atingidos. 
 
Em entrevista à CNN, coronel Moisés ainda acrescentou que a cratera formada pelo colapso será preenchida pela água da lagoa Mundaú. “Acreditamos que vai surgir uma cratera. Essa cratera será preenchida pela água da lagoa Mundaú. Não vai ser uma cratera no meio da cidade, não vai gerar terremoto, tsunami, nada disso. Essa cratera será na sua maioria submersa, preenchida de imediato pela água da lagoa", disse. 

Já sobre os danos ao meio ambiente, a Defesa Civil ainda não sabe prever qual será a extensão. “Devido à atual situação de emergência e iminente colapso, ainda não podemos fazer uma análise na água da lagoa Mundaú. Estamos acompanhando, juntamente com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, a análise de subsolo e no lençol freático. O Instituto de Meio Ambiente (IMA) também está acompanhando toda a situação. Então, gostaria de tranquilizar toda a população do Pilar, Coqueiro Seco e Santa Luzia do Norte, de que não há risco de possíveis atingirem esses municípios”, disse em nota o coronel Moisés.  
 
Leia a matéria no site doCorreio Braziliense.

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