Flávio Bolsonaro desiste de pedir anulação da eleição e concentra ofensiva em ações contra Lula
Flávio deixa de contestar a validade da votação e passa a concentrar sua atuação jurídica em processos que podem buscar a cassação de Lula por supostos ilícitos eleitorais
Publicado: 26/10/2026 às 18:40
Segundo a Piauí, Flávio, o senador, a espossa e as duas filhas viajaram em janeiro de 2025 em um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. O voo teria partido de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, com destino a Brasília (Agência Senado)
O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de pedir a anulação da eleição presidencial que terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo integrantes da campanha ouvidos pela CNN Brasil, a estratégia agora será concentrar a ofensiva na Justiça Eleitoral em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha petista.
De acordo com interlocutores da equipe jurídica, já foram apresentados 20 pedidos de cassação contra Lula, e novas ações ainda poderão ser protocoladas nos próximos dias. Os casos passam por análise antes de serem encaminhados à Justiça Eleitoral.
A decisão representa uma mudança de posição em relação ao pronunciamento feito por Flávio na noite de domingo (25), após a confirmação do resultado. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria a derrota e disse que pediria a anulação da eleição.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou.
Flávio havia criticado a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender até as 19h o horário de votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, Zanin esclareceu que a medida se aplicaria somente às seções que ainda estivessem funcionando e não permitiria a reabertura de urnas que já tivessem encerrado a votação.
Antes do pronunciamento, Flávio foi informado sobre a derrota pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que telefonou para o senador. O ministro também comunicou Lula sobre a reeleição.
Segundo a CNN Brasil, quatro aliados próximos haviam aconselhado Flávio a reconhecer o resultado e telefonar para Lula. Entre eles estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e uma integrante da equipe jurídica do senador.
A orientação era que Flávio reconhecesse a derrota, mas mantivesse na Justiça Eleitoral questionamentos sobre eventuais abusos cometidos durante a campanha.
A avaliação ganhou força após partidos que apoiaram Flávio no segundo turno reconhecerem o resultado das urnas. MDB, Republicanos, União Brasil e PSD divulgaram manifestações reconhecendo a vitória de Lula.
Com a mudança de estratégia, Flávio deixa de contestar a validade da votação e passa a concentrar sua atuação jurídica em processos que podem buscar a cassação de Lula por supostos ilícitos eleitorais. Eventuais ações ainda terão de ser analisadas pela Justiça Eleitoral, que decidirá sobre a existência ou não das irregularidades apontadas pela campanha.
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