° / °
Política
COMBATE AO CRIME

Em entrevista, Lula afirma que quer "polícia especial" contra o crime organizado

O presidente e candidato à reeleição pelo PT reforçou ainda que, se reeleito, seu governo vai criar um ministério exclusivo para tratar do tema segurança pública, hoje sob responsabilidade do Ministério da Justiça

Estadão Conteúdo

Publicado: 27/09/2026 às 17:24

As declarações foram feitas em entrevista à Band para o programa Canal Livre, que vai ao ar na íntegra às 20h deste domingo (27)/Reprodução/Youtube @bandjornalismo

As declarações foram feitas em entrevista à Band para o programa Canal Livre, que vai ao ar na íntegra às 20h deste domingo (27) (Reprodução/Youtube @bandjornalismo)

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que quer criar uma "polícia especial" para agir contra o crime organizado nas comunidades. Ele também reforçou que, se for reeleito, seu governo vai criar um ministério exclusivo para tratar do tema segurança pública. Hoje, o assunto está sob alçada do Ministério da Justiça.

As declarações foram feitas em entrevista à Band para o programa Canal Livre. A íntegra será transmitida às 20 horas deste domingo (27).

"O terrorismo na comunidade, nós vamos acabar. Aprovou a emenda constitucional, no dia seguinte está criado o Ministério da Segurança Pública, com a definição de uma polícia especial que eu quero criar, uma Força Nacional capaz de fazer intervenção em qualquer situação", afirmou o presidente.

Na avaliação do petista, intervenções federais com uso das Forças Armadas não trouxeram o resultado esperado. "Quando levava o Exército para lá para fazer intervenção, os bandidos saíam. Quando o exército saía, os bandidos voltavam. Essa Força Nacional é boa, mas não é suficiente. Nós precisamos de uma Força Nacional preparada para ser Força Nacional, com soldados preparados", explicou.

O presidente criticou ações violentas da polícia em comunidades e disse que a melhor estratégia para enfrentar o crime é por meio da asfixia financeira, porque o crime "virou uma indústria multinacional" que está na "Justiça, na polícia, no futebol, na política, no empresariado".

"É muito fácil ir lá e matar, como foi feito agora no Rio de Janeiro, no (Massacre do) Carandiru (em 1992, em São Paulo). O governador até pega popularidade naquela semana, mas aquilo não dá resultado. O que dá resultado é dar garantias às pessoas. A polícia vai ocupar de forma ordenada, mas mais do que ocupar, é preciso que o Estado tenha presença com políticas públicas em cada comunidade", destacou o petista.

Lula também explicou por que é crítico à classificação das facções criminosas brasileiras como "terroristas" pelo governo dos Estados Unidos. "Quando eu não concordo que o PCC, o Comando Vermelho, sejam terroristas, é o terrorismo do (presidente dos EUA, Donald) Trump. O terrorismo do Trump é o terrorismo de Estado. É o terrorismo do cara que quer derrubar o governo. O nosso terrorismo aqui é para a comunidade, (...) que não deixa a sociedade viver livremente", afirmou.

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas