"Tudo indica que recurso para operações como 'Dark Horse' veio do mesmo bolso de crime", afirma Durigan
Ao todo, segundo o ministro, a movimentação financeira do grupo chegou a R$ 11 bilhões e o dinheiro recebido teria relação não só com o PCC, mas também com o Banco Master, além do financiamento do filme
Publicado: 24/09/2026 às 14:26
O ministro alertou também para o risco de cooptação de fintechs e fundos de investimento pelo crime organizado (WASHINGTON COSTA/MF)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (24), que a terceira fase da operação Carbono Oculto, deflagrada nesta manhã, foi capaz de identificar instrumentos de fundos de investimento sendo utilizados para lavar dinheiro e ocultar patrimônio para diversos braços do crime organizado, injetando liquidez, inclusive, em operações como o financiamento do filme Dark Horse.
A operação, que recebeu o nome de Crédito Oculto, uniu esforços da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo (MPSP), Ministério Público, dentre outras instituições.
Esse desdobramento da Carbono Oculto identificou uma estrutura financeira intermediada e estruturada a partir do grupo empresarial Entre, que agia como principal receptador e administrador de recursos relacionados à aquisição de uma distribuidora de combustível pelo crime organizado, ocultando os verdadeiros proprietários.
Ao todo, segundo Durigan, a movimentação financeira desse grupo chegou à cifra de R$ 11 bilhões e o dinheiro recebido pela entidade teria relação não só com o PCC, mas também com o Banco Master, além do financiamento do filme Dark Horse.
"Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações como financiamento do Dark Horse, vem de uma mesma entidade, vem de um mesmo bolso. E aí é muito complicado você identificar o que é cada coisa. Se você tem dinheiro do PCC, tem dinheiro de usina de etanol, do crime organizado, de distribuidora de combustível do crime organizado, no mesmo bolso, no mesmo fundo, é necessário um trabalho de investigação para identificar o que saiu desse fundo", disse Durigan.
O ministro da Fazenda alertou também para o risco de cooptação de fintechs e fundos de investimento pelo crime organizado e reafirmou que Receita Federal e Ministério da Fazenda farão esforço conjunto para automatizar com auxílio de inteligência artificial a identificação de movimentações suspeitas no mercado de capitais.
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