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Interpelação

Raquel Lyra aciona Justiça e pede que João Campos esclareça acusação de suposta "milícia digital"

No documento, Lyra exige que o seu adversário preste esclarecimentos sobre as acusações de uma suposta "milícia digital" a partir do Palácio do Governo

Elaine Guimarães

Publicado: 28/08/2026 às 12:42

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD)/Karol Rodrigues/DP Foto

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) (Karol Rodrigues/DP Foto)

A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) apresentou uma interpelação judicial criminal, na última quinta-feira (27), contra João Campos (PSB). No documento, Lyra exige que o seu adversário preste esclarecimentos sobre as acusações de uma suposta “milícia digital” a partir do Palácio do Governo.

A peça aponta que o ex-prefeito do Recife “não fez uma crítica política, mas atribuiu à administração do governo estadual a liderança de uma organização clandestina dedicada à prática de atos ilícitos”. O pedido da governadora, segundo a equipe de campanha, é fundamentado no art. 144 do Código Penal.

Na interpelação, Raquel Lyra também requer que o ex-prefeito do Recife identifique, de forma precisa e individualizada, a quem se referiu e em que fatos se baseou. A ação, contudo, ainda não se trata de queixa-crime nem de pedido de condenação. 

Troca de acusações

O conflito entre os dois principais postulantes ao Palácio do Campo das Princesas se intensificou após uma reportagem, exibida no início da semana, com denúncias envolvendo a atuação de um servidor estadual, Amisadai Andrade da Silva, em um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco para atacar adversários políticos nas redes sociais. Amisadai Andrade acabou sendo exonerado do cargo após a repercussão do caso. 

Na última quinta-feira (27), a Frente Popular de Pernambuco anunciou uma ofensiva jurídica para apurar um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Palácio do Campo das Princesas. Em seguida, a campanha de Raquel divulgou uma nota dizendo que as acusações são feitas sem prova.

No mesmo dia, a governadora postou no Instagram um vídeo antigo que mostra saudações do ex-prefeito do Recife a Amisadai Andrade da Silva. O post traz um vídeo, publicado originalmente em 2022, em que João Campos manda um abraço para Amisadai pelo nascimento de uma filha. Com a legenda "mentira tem perna curta", Raquel também cita que a Prefeitura do Recife, na época da gestão do candidato, teria destinado recursos para o portal citado no esquema.

Respondendo à acusação da candidata à reeleição, durante agenda com apoiadores no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife, nesta sexta-feira (28), João Campos negou a existência de uma relação próxima com Amisadai, como também que ele tenha participado de sua gestão à frente do Recife.

“Pernambuco agora está tendo a oportunidade de ver a rede de ódio montada nos laços do Palácio de Governo para me atacar, onde a gente está vendo as pessoas vestindo a própria roupa da rede de ódio, utilizando nas suas páginas, vídeos mentirosos e ataques, trazendo ilações. Eu não tenho nenhuma relação de amizade com Amisadai, eu nunca o contratei, nunca o nomeei, nunca fez parte da minha equipe, eu nunca pedi acesso a ele da Caixa Econômica Federal, e a candidata adversária já não pode dizer o mesmo”, afirmou o ex-prefeito.

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