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Política
RESPOSTA

"Quem não tem trabalho convoca a imprensa": campanha de Raquel Lyra reage à ofensiva de João

Defesa da governadora afirma que acusações sobre suposto "gabinete do ódio" são feitas sem provas e diz que adotará medidas judiciais contra quem propagar o que classifica como mentiras

Alexandre Cunha

Publicado: 27/08/2026 às 13:16

Raquel Lyra (PSD) durante sabatina no Diario/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

Raquel Lyra (PSD) durante sabatina no Diario (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

A campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) reagiu, nesta quinta-feira (27), à ofensiva jurídica anunciada pela Frente Popular contra o suposto “gabinete do ódio” que teria sido estruturado dentro do Governo de Pernambuco para atacar adversários políticos nas redes sociais. Em nota, a defesa da candidata à reeleição classificou as acusações como uma “denúncia sem provas” e afirmou que adotará medidas judiciais contra quem responsabilizar por disseminar as acusações.

A reação ocorreu poucas horas depois de advogados da coligação que apoia João Campos (PSB) anunciarem uma série de medidas para levar o caso a diferentes órgãos de investigação e controle. Durante coletiva de imprensa, o advogado Rafael Carneiro afirmou que a Frente Popular pretende ingressar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), além de encaminhar representações à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Eleitoral e à Caixa Econômica Federal.

Segundo a defesa de João, as medidas têm como objetivo apurar possíveis ilícitos eleitorais, atos de improbidade administrativa e crimes relacionados ao eventual uso de recursos e servidores públicos em uma estrutura de ataques políticos. Carneiro afirmou que a AIJE reunirá diferentes episódios que, na avaliação do jurídico da coligação, poderiam caracterizar abuso de poder político e econômico.

Entre os fatos citados pelos advogados estão, além da suposta estrutura digital, alegações envolvendo uso de ônibus escolares para transporte de militantes, uma suposta “arapongagem” e o que classificaram como possível desvirtuamento da aquisição de aeronaves. A principal denúncia sobre o chamado “gabinete do ódio” veio à tona após reportagem da TV Record, que apontou a existência de uma rede de páginas e perfis nas redes sociais voltada a ataques contra João Campos e outros adversários de Raquel.

Na nota divulgada nesta quinta, a campanha de Raquel Lyra afirmou que a governadora determinou a exoneração do servidor assim que tomou conhecimento da conduta atribuída a ele e determinou a apuração dos fatos.

“A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura. Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos”, afirmou a campanha.

A defesa também acusou o PSB de substituir o debate sobre propostas por acusações e afirmou que as ações anunciadas pela Frente Popular ainda não existiriam formalmente. “Anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas”, diz o texto.

O caso ganhou força no cenário eleitoral após a reportagem da TV Record e passou a ser alvo de disputa política e jurídica entre as duas principais candidaturas ao Governo de Pernambuco. Na quarta-feira (26), durante sabatina do Diario de Pernambuco, Raquel negou a existência de um “gabinete do ódio”, cobrou provas das acusações e afirmou que sua campanha já havia denunciado ao TRE-PE mais de 430 perfis que classificou como “robotizados”.

Leia a nota da campanha de Raquel Lyra na íntegra:

“A poucas semanas da eleição, o PSB continua usando suas velhas práticas, trocando o debate de propostas por uma coletiva de acusações. Anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas. Quem tem trabalho a mostrar mostra trabalho; quem não tem convoca a imprensa para anunciar processos.

A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura. Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos. É assim que age quem não tem nada a esconder: aponta o erro e apura, não terceiriza ataques nas sombras.

A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça. A campanha já aciona seus advogados para responsabilizar quem constrói e propaga mentiras contra a governadora. Difamar é crime, e será tratado como tal.

Enquanto o adversário fala de ódio, Raquel Lyra segue falando com coração e, acima de tudo, trabalhando para continuar mudando a vida das pessoas.”

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