Raquel Lyra troca acusação de "gabinete do ódio" com João Campos
Governadora afirmou que acionou a Justiça Eleitoral sobre "gabinete que dissemina ódio o tempo inteiro"
Publicado: 27/08/2026 às 18:36
Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), em agenda em Igarassu, no Grande Recife (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)
A governadora Raquel Lyra (PSD) voltou a rebater a acusação da Frente Popular, coligação de João Campos (PSB), de que integraria um suposto esquema de ataques a adversários nas redes sociais. Em agenda em Igarassu, no Grande Recife, nesta quinta-feira (27), a candidata à reeleição reagiu dizendo que acionou a Justiça Eleitoral contra um "gabinete do ódio".
“[Respondo com] Muita tranquilidade. Estamos no chão, olhando nos olhos das pessoas, falando a verdade e as providências cabíveis para aqueles que colocam inverdades. O TRE está com as nossas medidas cautelares que a gente já ajuizou, denominando como se estruturou um gabinete que dissemina ódio o tempo inteiro”, comentou Raquel.
A governadora complementou, ainda, que terá uma campanha sempre “recheada de amor, de entrega e de trabalho, e com muita alegria e energia na rua”.
Denúncia da Frente Popular
A Frente Popular de Pernambuco anunciou, nesta quinta, uma ofensiva jurídica para apurar um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco para atacar adversários políticos da governadora nas redes sociais.
Logo depois, a campanha de Raquel divulgou uma nota dizendo que as acusações são feitas sem prova.
O caso do suposto "gabinete do ódio" foi divulgado pela TV Record, na terça (25), e apontou um servidor da Caixa Econômica Federal, cedido ao Governo de Pernambuco, como coordenador da produção de conteúdos questionados pelo PSB. Amisadai Andrade teve a exoneração publicada na quarta (26).
Raquel também rebateu o assunto na quarta, durante sabatina no Diario de Pernambuco. Ela disse que o caso será apurado para que a verdade prevaleça e que “quer ver provas” de que Amisadai teria falado com ela sobre o suposto esquema.
A reportagem também relacionou Amisadai ao Portal de Prefeitura, plataforma digital que teria recebido mais de R$ 600 mil em contratos de publicidade, levantando a suspeita de que esses valores seriam utilizados para financiar a estrutura de comunicação política.
Em nota, o veículo negou as acusações e afirmou ter sido surpreendido pela reportagem. Além disso, declarou, ainda, que tem compromisso com a informação e que as publicações passam por avaliação antes da divulgação.
A empresa também disse estar à disposição das autoridades para colaborar com eventual investigação.