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Coreia do Norte enviará 50 mil soldados para a Rússia

As forças da Ucrânia também afirmaram que já encontraram alguns mísseis norte-coreanos em território ucraniano

Isabel Alavarez

Publicado: 10/08/2026 às 19:19

 Guerra da Rússia e da Ucrânia. / Foto: DARYA NAZAROVA / AFP

Guerra da Rússia e da Ucrânia. ( Foto: DARYA NAZAROVA / AFP)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, revelou hoje que cerca de 50 mil soldados da Coreia do Norte serão enviados para a Rússia. As forças da Ucrânia também afirmaram que já encontraram alguns mísseis norte-coreanos em território ucraniano.

“É absolutamente claro que a Coreia do Norte continuará a adquirir experiência em guerra moderna, a receber licenças da Rússia e a obter todo o tipo de armamento militar”, avisou Zelenskiy, mas sem detalhar como obteve a informação.

Recentemente um responsável dos serviços de informação militar ucraniano, sob anonimato, disse a agências de noticias internacionais que uma unidade de mísseis norte-coreana começou a enviar pessoal e equipamento para o oeste da Rússia e que a unidade poderia estar equipada com 120 mísseis balísticos e seis lançadores para ataques contra a Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram um tratado de parceria estratégica abrangente em junho de 2024. O pacto inclui uma cláusula de assistência e defesa mútua caso algum dos países sofra agressão externa. Por sua vez, a Coreia do Norte já forneceu a Moscou centenas de armamentos além de em 2024 ter deslocado um contingente de aproximadamente 14 mil soldados para a região russa de Kursk com o objetivo de ajudar as tropas russas a combater uma invasão das forças ucranianas. Milhares de norte-coreano ficaram feridos ou morreram.

Enquanto isso, o líder da Ucrânia adiantou que Kiev busca receber apoio da Coreia do Sul em sistemas de defesa aérea. “Estamos prontos para trabalhar no acordo de drones e em outras áreas também”, destacou Zelenskiy, acrescentando que os diplomatas ucranianos estão em contato com Seul para impulsionar possíveis acordos.

Ataques mútuos


Moscou e Kiev trocaram intensos ataques nas últimas horas com drones e mísseis. Morreram 13 pessoas e mais de 40 ficaram feridas.

A agência de notícias russa RIA informou que nove das 13 vítimas do ataque com drones ocorrido nesta segunda-feira (10) em Nizhnekamsk, na Rússia, se encontravam num hostel no momento do bombardeio.

O Ministério russo da Defesa declarou que destruiu 456 drones ucranianos durante a noite, especificando que os ataques fizeram vários mortos e atingiram cerca de quinze regiões do país incluindo a Crimeia anexada.

A Ucrânia tem reforçado nos últimos meses a estratégia de ataques às refinarias de petróleo russas, numa campanha que busca afetar a economia do país e que tem causado inclusive escassez de combustível em muitas partes do território russo. Hoje mesmo, as forças especiais ucranianas comunicaram que os seus drones atingiram a fábrica petroquímica ZapSibNeftekhim na região de Tyumen, na Rússia. O ataque provocou um incêndio nas instalações.

Por outro lado, as forças de Moscou também realizaram hoje ataques massivos contra diversas regiões ucranianas. Um ataque aéreo em Kharkiv matou cinco pessoas, e na cidade de Sumy em bombardeio atingiu zonas residenciais e deixou cinco feridos.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa em grande escala contra a Ucrânia, a diplomacia para as conversações de uma trégua está paralisada e ambos os países intensificam cada vez mais os seus ataques de longo alcance, causando um número crescente de vítimas civis.

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