Náutico
COLUNA BETO LAGO

Beto Lago: "Quem vence no duelo 11 x 11 entre Sport e Náutico?"

A primeira partida da final entre Sport e Náutico acontece às 18h, na Ilha do Retiro

Beto Lago

Publicado: 26/02/2026 às 08:30

Yago Felipe, meia do Sport e Vinicius, atacante do Náutico/Paulo Paiva/Sport e Rafael Vieira/CNC

Yago Felipe, meia do Sport e Vinicius, atacante do Náutico (Paulo Paiva/Sport e Rafael Vieira/CNC)

11 x 11
A edição de hoje do caderno de esporte do Diario propõe um duelo individual entre atletas de Náutico e Sport. A ideia é boa, porque, no fim das contas, decisão também se joga no mano a mano. E, olhando para o que os dois times produziram neste Pernambucano, a comparação escancara momentos distintos. Os treinadores ainda escondem suas cartas. No Náutico, a volta de Muriel é certeza e não é detalhe. O goleiro foi decisivo ao longo da campanha, transmitiu segurança e sustentou o time nos momentos de pressão. A provável ausência de Matheus Silva mexe na zaga, mas não altera a espinha dorsal de um time que se organizou defensivamente e cresceu na reta final. No Sport, as dúvidas começam justamente no gol. Halls foi questionado em jogos grandes. Tiago Couto pode estrear numa final. É sintomático. Um time que chega à decisão ainda debatendo quem será o camisa 1 mostra que não consolidou segurança nem hierarquia. Felipinho deve voltar à esquerda, mas o setor ofensivo ainda oscila entre lampejos individuais e pouca construção coletiva. No meu duelo “11 x 11”, meu time seria Muriel; Pucci, Benevenuto, Igor Fernandes e Yuri Silva; Samuel, Yago Felipe e Dodô; Barletta, Paulo Sérgio e Vinícius. Sete do Náutico, quatro do Sport. É recorte de desempenho. Isso não ganha jogo. Final se decide em detalhe, concentração e nervo. Mas a fotografia do Estadual mostra um Náutico mais ajustado como time e um Sport ainda dependente de afirmações individuais. Em decisão, isso pesa. E muito.

Equilíbrio e irregularidade
Quando se olha o Estadual como um todo, o Náutico apresentou mais consistência. Sofreu menos defensivamente, teve um meio-campo mais equilibrado e encontrou em Paulo Sérgio um atacante decisivo nos clássicos. O Sport, por sua vez, viveu de picos. Ganhou jogos importantes, é verdade, mas alternou atuações seguras com exibições frágeis, especialmente na organização sem a bola.

O desempenho dos rivais
A Série B projeta seu grau de dificuldade. Operário e Londrina fazem a final do Paranaense. O Novorizontino, melhor campanha na primeira fase do Paulista, encara o Corinthians na semifinal. Fortaleza e Ceará decidem o estadual. O América segue vivo no Mineiro. O Juventude caiu nos pênaltis diante do Grêmio e o Goiás está na semifinal do Goiano. Não é detalhe. É contexto. A Série B deste ano terá camisa pesada e times organizados, competitivos e, em alguns casos, com projetos mais consolidados. Cuidado total para Náutico e Sport.

Janela extra
A CBF estendeu a primeira janela. O prazo, que terminaria em 3 de março, foi ampliado até o dia 27 para negociações no mercado nacional. A justificativa é o fim dos Estaduais e o ajuste ao novo calendário. Uma oportunidade e também um risco. Oportunidade para corrigir erros de planejamento. Risco para quem ainda não sabe exatamente o que precisa corrigir. A segunda janela segue prevista entre 20 de junho e 11 de setembro. Em outras palavras: quem montar mal o elenco agora vai pagar caro depois.

 

Mais de Náutico

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas

WhatsApp DP