Danilo Cabral destaca profissionalização do artesanato e integração do setor à economia nacional
Segundo o secretário-executivo da pasta, Danilo Cabral, o objetivo do MEMP é converter a força de trabalho desse setor em um mercado consolidado no país
Publicado: 10/07/2026 às 18:51
Danilo Cabral ( Rafael Vieira/DP Foto)
O setor artesanal brasileiro, historicamente marcado pela informalidade e, muitas vezes, pelo isolamento produtivo, está no centro das ações de fomento do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). Segundo o secretário-executivo da pasta, Danilo Cabral, o objetivo do órgão é converter a força de trabalho desse setor em um mercado consolidado no país.
Com cerca de 300 mil artesãos integrados ao Cadastro do Artesanato Brasileiro (SICAB), o desafio, segundo Cabral, é a ampliação do acesso aos recursos, como o Pronampe, o Procred e microcrédito orientado. Em entrevista exclusiva ao Diario de Pernambuco, o secretário do MEMP salienta que o salto de produtividade do setor artesanal também está relacionado ao fim da ausência jurídica desses trabalhadores.
"A informalidade impede o acesso, não só a direitos individuais, mas também a mecanismos coletivos, como políticas de financiamento", apontou. Embora haja otimismo com a formalização, Danilo Cabral reconhece os desafios. Na tentativa de contornar a problemática, Cabral observa que a saída tem sido a articulação federativa, por meio de diálogos diretos com estados, municípios e sociedade civil organizada.
Fenearte
À reportagem, Danilo Cabral aponta que grandes eventos, como a Feira Nacional de Negócios e Artesanatos (Fenearte), funcionam também como um laboratório de mercado. Para ele, o evento é o espaço em que o artesão deixa de ser apenas um produtor e passa a dialogar com compradores e investidores.
"A força que esse espaço representa para o artesanato, não só do ponto de vista da economia criativa, em que a política do artesanato está incluída, mas também do que representa sobre a geração de renda e oportunidades para todas as regiões do Brasil".
De acordo com o secretário, a estratégia é transformar a visibilidade alcançada em eventos de grande porte em uma rotina de mercado para o setor artesanal, consolidando o trabalho como uma atividade econômica competitiva, assim como integrá-la à cadeia produtiva nacional.
A partir da iniciativa da pasta, artesãos de 23 estados brasileiros puderam participar do evento. Conforme o secretário-executivo, foi investido o aporte de R$ 1 milhão para garantir o espaço para esses expositores.
"A Fenearte é uma das feiras que nós patrocinamos em todo o Brasil. Temos R$ 10 milhões que são investidos em espaços como esse, feiras consolidadas e em grandes eventos nacionais que servem como espaços de comercialização. O ministério, por meio do governo federal, investe para garantir a presença desses artesãos para comercializar os seus produtos".