Sem André Teixeira, Túlio fecha suplentes
Vice-presidente do PSD-PE "escolhe os dois lados" e abre mão de suplência. Nomes anunciados por Gadêlha confirmam construção
Publicado: 14/08/2026 às 00:00
Túlio Gadêlha formaliza suplentes, e André Teixeira abre mão de vaga (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados e Divulgação)
O movimento começou a se desenhar ainda na última terça-feira (11), data em que o deputado federal Túlio Gadêlha acabou adiando o anúncio dos seus suplentes, que se daria às 15h daquele dia. Foi, ali, como a coluna antecipou, que começou a ganhar eco a tese de que André Teixeira, vice-presidente estadual do PSD, abriria mão de ocupar a primeira suplência de um dos candidatos ao Senado na chapa de Raquel Lyra.
Fontes palacianas sublinharam, na ocasião, que ele se desincompatibilizou, originalmente, para ser candidato a deputado e, mesmo assim, deixou de levar a postulação adiante em favor do projeto coletivo. Em outras palavras, não ser suplente - nem de Túlio, nem de Eduardo da Fonte - parecia um caminho também passível de ser traçado.
E foi o que se concretizou. Motivo: a construção mais pacífica passava por André “escolher os dois lados”. Leia-se: nenhum deles. Até ali, Túlio sinalizara que anunciaria um homem do Agreste e uma mulher do Sertão.
Natural de Caruaru, André, além de braço direito da governadora, é coordenador-geral da campanha dela, e é nisso que vai se concentrar. Ontem, dois dias após remarcar a coletiva destinada a formalizar seus suplentes, Túlio, como pretendia, realizou o ato no mesmo formato previsto anteriormente, mantendo o local antes escolhido: a sede do PSD.
Na véspera, já por volta das 21h, Eduardo da Fonte comunicara a escolha do secretário-geral do União Brasil em Pernambuco, Carlos Andrade Lima, para sua primeira suplência. Na segunda, confirmou Irmã Jane, do segmento evangélico.
Túlio, por sua vez, só deixou o Palácio das Princesas, naquele dia, por volta das 23h, quando já havia se dado o entendimento sobre André sair da cena da suplência. Isso acabou consolidado pelo anúncio, feito pelo deputado por volta das 20h de ontem: Dulci Amorim, ex-deputada estadual de Petrolina, na primeira suplência, e o Cacique Marcelo Pankararu, na segunda.
André Teixeira, que era cotado, inicialmente, para ser suplente de Túlio, e, depois, para ser de Eduardo, acabou neutro, evitando mais arestas.
À mesa no Palácio
As reuniões da última quarta, no Palácio das Princesas, que resultaram no encerramento do capítulo das suplências dos candidatos de Raquel Lyra, se deram separadamente. Para bater o martelo no primeiro suplente de Eduardo da Fonte, foram à mesa com a governadora, além do progressista: os deputados Fernando Filho e Lula da Fonte, além de Miguel Coelho e do próprio Carlos Andrade Lima. Túlio Gadêlha alinhou tudo com a gestora em encontro posterior.
Pacificação
A escolha de Carlos Andrade Lima foi costurada a quatro mãos, considerando que passou pelo crivo da governadora Raquel Lyra e de Miguel Coelho. Os dois resolveram e Eduardo da Fonte, comunicado da alternativa, achou bom. A montagem parece pacificar de uma vez por todas as divergências que geraram um compasso de espera na Federação União Progressista até mesmo no dia da convenção.
Digitais
Considerando que contemplar Miguel Coelho é algo que atende a governadora, a indicação de Carlos Andrade Lima não cumpre exatamente a mesma função atribuída originalmente a André Teixeira – de ser uma garantia de presença dela na chapa -, mas não deixa de carregar a digital mandatária do Campo das Princesas.
Eco
Em coletiva na noite desta quinta-feira (13), Túlio Gadêlha foi taxativo: “Nunca houve desistência. Isso nunca foi colocado em questão, nunca foi dito por mim”. No conjunto liderado por Eduardo da Fonte, o que se disse foi que esse assunto, por lá, “nunca chegou” também. Na véspera, uma guerra de versões, contendo teses de “desistência da desistência” e "desmentidos" do que nem chegou a ocorrer, ou não foi formalizado, ganhou eco.