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Com Pedro Ivo Bernardes

Contas Públicas

Desafio fiscal: Pernambuco no fio da navalha

Estados brasileiros tiveram o pior desempenho fiscal dos últimos dez anos por causa da frustração na arredação do ICMS. Pernambuco registrou um crescimento na receira do tributo de apenas 1%, depois de bater os 17% em2024

Pedro Ivo Bernardes

Publicado: 28/02/2026 às 10:37

Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco/Foto: Janaína Pepeu/Secom

Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco (Foto: Janaína Pepeu/Secom)

Os estados brasileiros enfrentaram, em 2025, o seu desafio fiscal mais severo da última década. No ano passado, o superávit das contas regionais limitou-se a apenas 0,04% do Produto Interno Bruto (PIB) — o desempenho mais tímido desde 2014, quando o país registrou um déficit de -0,23%. A principal causa dessa retração foi a perda de fôlego do ICMS, espinha dorsal da arrecadação estadual. Segundo relatório do Comsefaz — comitê que reúne os secretários estaduais da Fazenda —, o crescimento real desse tributo foi de apenas 1,7%, um contraste gritante com os 10,4% observados em 2024.

Em Pernambuco, a freada foi ainda mais brusca: a receita do ICMS avançou apenas 1%, após um salto de 17% no ano anterior. O que evitou um colapso nas contas — especialmente no Nordeste — foi o crescimento de 5% nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Contudo, mesmo com o "freio de mão puxado" na receita própria, os investimentos do governo local subiram 8,8%, consolidando o estado no Top 10 dos entes federativos que mais investiram no país.

A estratégia da gestão estadual foi clara: alavancagem financeira. Com operações de crédito que já superam os R$ 11 bilhões, o Executivo soube explorar a Capag B do Tesouro Nacional — nota de crédito que garante o aval da União — e o baixo nível de endividamento, o menor do Nordeste. O desempenho de Pernambuco prova que ter "crédito na praça" é tão vital para um ente público quanto para um cidadão comum, não concorda?

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O Tesouro Nacional decidiu avançar sobre os "cofrinhos" dos bancos digitais. A mira está no investidor de varejo que busca liquidez diária e simplicidade, hoje cativo das fintechs. Para isso, será lançado o Tesouro Reserva: um novo título vinculado à Selic com aplicações a partir de R$ 10 e resgate imediato. A ofensiva promete acirrar a disputa pela poupança digital dos brasileiros.

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A bacia leiteira de Pernambuco rompe fronteiras. Em cerimônia na sede da Dourado Lácteos, em Pedra, a Adagro entregou o selo Sisbi-Poa a seis indústrias de laticínios da região. Com a certificação, as empresas do Agreste Meridional deixam de ficar restritas ao mercado estadual e recebem o "passaporte" para comercializar seus produtos em todo o território nacional.

Sicredi bate marca de 10 milhões de associados
A Sicredi alcançou a marca histórica de 10 milhões de clientes, impulsionada por uma forte expansão no Nordeste, onde já opera nos nove estados. Com presença consolidada em Pernambuco — de Petrolina ao Recife —, a cooperativa mantém um perfil diversificado: 75% da carteira é composta por pessoas físicas, enquanto o segmento empresarial (16%) e o agronegócio (9%) completam a força do sistema.

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