De biscoito, galinha e homem de relógio
Da faculdade, um colega
De vaidade não carregava nenhum saco nem mochila, a não ser de bom nadador, com o mérito de ter ido de Aracaju a Barra dos Coqueiros no nada, arrebatando um troféu, que fez entrega a diretoria do Itabaiana
Dos tempos da faculdade
Nos recreios, em número bem menor, formavam-se grupos aqui e ali. No corredor, anedotas, fatos pitorescos, um escândalo da noite anterior, uma pegadinha muito antes da sua consagração na televisão
De piso escorregadio e de tapa
O sapato de sola não foi feito para se andar em piso liso. É de sua essência ser escorregadio. Passo lento e cauteloso. Uma pisada fora do recomendado pode resultar num escorrego e o chão é o ponto de aterrissagem da queda.
A oferta de préstimos a um juiz do interior
A recomendação era do juiz ouvir os que apareciam no fórum. A época exigia. Nas comarcas do interior só um juiz se fazia presente
Elogio a requinta
Nos meus tempos de trompista e trompetista na Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, ninguém tocava requinta
Do trompete ao sax soprano
Aos setenta e seis anos, soprando um sax soprano [o músico verdadeiro conjuga o verbo tocar], me vejo portando as mesmas características de há meio século atrás
De lances e de perseguição
Mané barraca jogava e ao mesmo tempo apitava a partida. Polivalente antes de Cláudio Coutinho consagrar o termo
O espelho, a foto, a idade
Gilberto Amado revela, em Minha formação no Recife, que só em 1905, ao chegar ao Recife, a fim de fazer o curso de Direito, é que, num hotel, para se abrigar da chuva, se deparou com um espelho enorme
Torcedor, empresário, convocações
Tenho saudades do tempo em que éramos integrantes da classe dos senhores ouvintes. Ou seja, de torcedores que apenas tinham acesso aos jogos, no eixo Rio-São Paulo, através das rádios
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