Banco na palma da mão: Apps concentram 78% das transações financeiras no Brasil
Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária revela que apps de bancos nos celulares registraram 187,5 bilhões de operações, um crescimento de 169% nos últimos cinco anos. Esse volume de operações reforça necessidade de investimentos em tecnologia e segurança
O banco digital e suas aplicações online, inclusive as operações instantâneas virtuais, são um caminho sem volta, por mais que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump esbraveje. A 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária revela que o mobile responde atualmente por 78% das transações bancárias realizadas do Brasil, o que significa um total de 187,5 bilhões de operações. O volume de transações via celular disparou 169% nos últimos cinco anos, o que reforça a necessidade de investimento em segurança.
O Pix já e sinônimo de operação bancária. Atualmente, ninguém mais faz uma “transferência”, faz um “Pix”. E, com a perspectativa de consolidação de ferramentas como o Pix Automático (pagamento recorrente) e o Pix por aproximação, a plataforma de pagamentos tende a se tranformar também em sinônimo de operação bancária. Seria o fim anunciado do boleto bancário, do débito automático tradicional e do débito recorrente no cartão de crédito?
- Brasil empaca no Congresso Nacional por desavenças políticas
- Tiro pela culatra: Trump empurra o Brasil para os braços da China
- Diferenças entre Brasil e Noruega vão além do futebol
- Jovens preferem comprar carro a financiar imóvel
- Antes tarde do que nunca: limite de faturamento do MEI acumula defasagem de 55% em oito anos
Cibersegurança no topo das prioridades
Essa migração para o digital, no entanto, exige o aumento de investimentos em segurança, passo fundamental no processo de amadurecimento da plataforma. De acordo com o levantamento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os investimentos em cibersegurança são prioridade para 100% das instituições financeiras ouvidas. O orçamento dos bancos para a área de tecnologia somou R$ 46,8 bilhões em 2025, com previsão de superar os R$ 50 bilhões este ano.
Para o Banco Central, o tema é também a prioridade número um. A entidade estuda limitar o acesso às operações a instituições e fintechs que apresentam vulnerabilidade a golpes, após os ataques hackeres acontecidos no ano passado que conseguiram desviar mais de R$ 2 bilhões. O mais assustador é que foram apenas dois ataques realizados, não contra a plataforma do Pix em si, mas a empresas de tecnologia que atuam interligando a plataforma aos bancos que não têm acesso direto ao Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP).
Como a vítima de golpe deve agir
A principal ferramenta de segurança para o usuário do Pix atende pelo nome de MED 2.0, acronônimo para Mecanismo Especial de Devolução de segunda geração. A principal diferença do novo mecanismo de segurança do Banco Central em relação à primeira geração é o poder de rastreabilildade.
No MED 1.0, o sistema consegue rastrear os golpes na primeira operação, ou seja da vítima para o golpistas, enquanto seu sucessor perseguem uma cadeia de transferências até chegar ao destinatário final. Na segunda geração, a ordem é: siga o dinheiro!
No caso de golpe, no entanto, a iniciativa precisa ser do usuário. O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência e registrar o caso no seu banco, que terá um prazo de 96 horas para avaliar a ocorrência. O banco, porém, consegue pedir o bloqueio dos recursos enquanto investiga a operação.