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Filmes ganham trilha sonora ao vivo do mineiro Leandro Souza no Cine Audiovisão, no Recife

O Cine Audiovisão acontece neste sábado (10), a partir das 19h, na Casa Lontra, na Boa Vista. Os filmes que ganharão trilha serão "Douro, Faina Fluvial" e "Ritual in Transfigured Time"

Diario de Pernambuco

Publicado: 09/10/2026 às 11:47

Leandro Souza tocará berimbaus, agogô e processamento de áudio/Rebeca Figueiredo/Divulgação

Leandro Souza tocará berimbaus, agogô e processamento de áudio (Rebeca Figueiredo/Divulgação)

A 4ª temporada do Cine Audiovisão chega a sua quarta sessão com duas obras cinematográficas silenciosas que ganham trilha sonora ao vivo executadas por artistas sonoros. O mineiro Leandro Souza tocará berimbaus, agogô e processamento de áudio. Como é de praxe no evento, um artista convida outro.

Nesta edição Leandro convida o paulistano Thiago Salas, que tocará cordas e eletrônicos. Ambos criarão e executarão uma trilha sonora para o curta documental "Douro, Faina Fluvial" (1931, 21 min.), do português Manoel de Oliveira, e para o experimental "Ritual in Transfigured Time" (1946, 17 min.), de Maya Deren. O evento acontece neste sábado (10), a partir das 19h, na Casa Lontra, na Boa Vista, no Centro do Recife. A sessão começa às 20h30. A entrada é gratuita.

Em "Douro, Faina Fluvial, Manoel de Oliveira" - o mais longevo cineasta português da história - documenta o trabalho cotidiano e intenso às margens do Rio Douro, na cidade do Porto, em Portugal. Influenciado pela estética vanguardista, Manoel realiza sua primeira obra cinematográfica, de cunho impressionista. A atividade portuária, a circulação de trabalhadores e máquinas se revela em uma coreografia visual da vida urbana da cidade-natal do cineasta.

Já no experimental "Ritual in Transfigured Time", encontros sociais, gestos e movimentos aparecem em um ritual onírico que se realiza por meio da repetição, câmera lenta e montagem que rompe a continuidade do tempo. Maya, norte-americana nascida na Ucrânia, é considerada pioneira do cinema de vanguarda e experimental dos anos 1940 e 1950, aproxima dança e cinema para explorar relações humanas e desejo.

SOBRE OS ARTISTAS SONOROS

Leandro Souza é educador musical, performer, artista sonoro, compositor e músico. Doutor em Música pela UFMG, pesquisa improvisação, música eletroacústica, relações entre música, dança e vídeo, arte sonora e sistemas interativos digitais, articulando tecnologias, gesto e fundamentos afro-diaspóricos nos processos criativos e performáticos.

Thiago Salas atua com arte sonora, arte mídia, luteria experimental e dispositivos sonoros, processos de captação e processamento eletrônico, além do uso de tecnologias digitais e sistemas computacionais aplicados à criação sonoro-musical. Mestre em Artes pela Universidade de São Paulo, sua pesquisa envolve música acusmática e algorítmica, improvisação, performance, videoarte e experimentações instalativas , investigando as relações entre som, corpo e objetos, tecnologia e performatividade sociotécnica.

O Cine Audiovisão é realizado pela Casa Lontra (Vitor Maciel e Bia Baggio), o artista sonoro Thelmo Cristóvam e a produtora Beatriz Arcoverde. O projeto tem o incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, e conta com parceria com o Institute of Incoherent Cinema — IOIC, que promove o cinema silencioso e sua representação.

SERVIÇO:

Cine Audiovisão – 4ª temporada
Quando: Neste sábado (10), a partir das 19h
Onde: Casa Lontra (Rua Bispo Cardoso Ayres, 72, Boa Vista)
Entrada grátis

*Com informações da assessoria

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