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App de leitura Skeelo arrisca em 1º audiolivro original com Machado de Assis adaptado ao terror

Na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o Diario conversa com representante da plataforma Skeelo

André Guerra

Publicado: 10/09/2026 às 08:00

Estratégia do aplicativo de leitura é explorar novas possibilidades da leitura especialmente através de obras de gênero/Foto: Agência Ophelia

Estratégia do aplicativo de leitura é explorar novas possibilidades da leitura especialmente através de obras de gênero (Foto: Agência Ophelia)

Atração de destaque da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, cuja programação segue até 13 de setembro, o estande do aplicativo de leitura digital Skeelo trouxe ao evento seu primeiro audiolivro original, ou seja, uma obra literária lançada originalmente no formato de áudio. Presente nos primeiros dias da feira, o Diario teve a oportunidade de conversar com a plataforma para entender como o investimento em conteúdo inédito dialoga com o público contemporâneo de leitores.

O projeto escolhido para esse ponto de partida é “Imortal: O Nome Enterrado”, inspirado no conto “O Imortal”, de Machado de Assis. Quem assina o roteiro é o escritor Alê Santos, duas vezes finalista do Prêmio Jabuti. A produção, dividida em cinco capítulos, será lançada ainda este ano e propõe um novo diálogo com o clássico, recuperando o universo do conto de Machado a partir de uma lógica contemporânea que combina terror psicológico e histórico, investigação sobrenatural e drama religioso.

“A estratégia já existe faz algum tempo. Começamos com os livros de domínio público por uma questão de facilidade no lançamento. Antes, pegávamos um livro pronto e alguém fazia a narração”, explica, ao Diario, Tatiana Yoshizumi, coordenadora de conteúdo da Skeelo. “Quando a gente pega um livro para narrar, quase sempre algumas adaptações leves precisam ser feitas, como descrições de passagens e parágrafos, entre outras coisas que não fazem sentido no formato de áudio. Mas, quando fazemos direto para o audiolivro, tanto a lógica dos personagens quanto a da narração [mudam]. O material escrito funciona mais como um guia do que como algo que vá necessariamente ser publicado”.

A coordenadora salienta ainda como a temática gótica se encaixa bem nessa proposta, sobretudo devido à abertura e ao engajamento dos fãs do gênero com o novo. “Temos uma leitura coletiva durante o Halloween, então o gênero do horror e do thriller vai muito bem nesse formato. Pensando tanto no público que conhece essa outra forma de se relacionar com a leitura, é uma ideia que pode se expandir. As paisagens sonoras e as interpretações têm muito a agregar à experiência”, complementa.

 

*O repórter viajou até São Paulo a convite da CBL.

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