"As Amazônias" reúne Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos e traz pluralidade sonora do Norte ao Recife
Show "As Amazônias" apresenta diversidade musical do Pará, Amazonas e Amapá na Caixa Cultural Recife
Publicado: 20/08/2026 às 06:00
Aíla, Djuena Tikuna e Patrícia Bastos se reúnem no espetáculo "As Amazônias" (Foto: Lorena Fadul)
Juntos, os estados do Pará, Amazonas e Amapá ocupam uma área de aproximadamente 3 milhões de km² na região Norte. É um território cuja extensão gigantesca também se traduz na variedade de povos, culturas, sons e tradições que o compõem.
Uma amostra desse universo chega ao palco da Caixa Cultural Recife com o show “As Amazônias”, que reúne as artistas Aíla (PA), Djuena Tikuna (AM) e Patrícia Bastos (AP).
As três se apresentam nesta sexta-feira (21) e sábado (22), com novas sessões nos dias 28 e 29 de agosto, sempre às 19h30, em uma performance que articula diferentes expressões da música amazônica e das artes visuais. Os últimos ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla a partir de R$ 5.
A partir de seus repertórios, cada uma percorre diferentes perspectivas culturais da Amazônia. A cantora e compositora Patrícia Bastos, por exemplo, é reconhecida por traduzir em sua música as sonoridades e narrativas do Amapá, incorporando referências como o marabaixo, uma das principais expressões da identidade afro-brasileira no estado, e o batuque praticado na comunidade quilombola do Curiaú. Em 2017, o seu álbum “Batom Bacaba” foi indicado ao 18º Grammy Latino, na categoria “Raízes Brasileiras”.
Já Djuena Tikuna apresenta cantos em tikuna, sua língua materna e a língua indígena com o maior número de falantes no Brasil, reunindo mais de 30 mil pessoas. Em 2016, a cantora ganhou projeção nacional quando interpretou o Hino Nacional em tikuna na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Em sua obra, histórias e saberes ancestrais se mesclam a uma criação musical contemporânea, aproximando a tradição de seu povo de novos contextos e sonoridades.
Além de ser uma das atrações de “As Amazônias”, Aíla ainda assina a direção artística do espetáculo. A multiartista paraense, que atua como cantora e pesquisadora musical, constrói seu trabalho a partir de diferentes referências da produção do estado, transitando por gêneros como carimbó, brega e zouk love.
Ela também participa da programação formativa do projeto no dia 29 de agosto, das 11h às 13h, quando ministra gratuitamente a oficina “Estratégias para Artistas Independentes: Música e Mercado”.
A partir de sua própria trajetória artística e profissional, Aíla compartilha experiências e reflexões sobre os caminhos para quem atua de forma independente na música contemporânea e autoral.
- Festival MIMO 2026 confirma shows gratuitos de Baiana System e atrações internacionais em Olinda
- Pernambuco Meu País leva shows, cinema e espetáculos gratuitos para Buíque
- Comédia insana 'Shibal' e conto recifense 'Graxa e o Zepelim' abrem competição de curtas de Gramado
- Josildo Sá e Juba Valença se encontram em noite de forró na Casa Estação da Luz, em Olinda