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Mostra de cinema pernambucano reúne diretores homenageados em sessão de abertura lotada no São Luiz

Promovida pela Imovision, Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano tem sessão especial de abertura no Cinema São Luiz com exibição do clássico "Baile Perfumado", de Lírio Ferreira e Paulo Caldas

André Guerra

Publicado: 06/08/2026 às 19:25

A Mostra Comemorativa Pernambucana seguirá em cartaz em todo o Brasil entre 13 e 19 de agosto/André Guerra/Cortesia

A Mostra Comemorativa Pernambucana seguirá em cartaz em todo o Brasil entre 13 e 19 de agosto (André Guerra/Cortesia)

Na noite desta quinta-feira (6), o Cinema São Luiz recebeu a abertura da Mostra Comemorativa do Cinema Pernambucano, promovido pela Imovision, que lotou a sala de fãs de cinema do estado. O filme "Baile Perfumado", que completa 30 anos em 2026, é um dos longas homenageados pela iniciativa e foi o escolhido para abrir a mostra, que seguirá em cartaz em todo Brasil entre 13 e 19 deste mês. 

A ocasião contou com as presenças de alguns dos diretores dos filmes selecionados pela mostra, como Lírio Ferreira (de "Baile Perfumado"), Cláudio Assis ("Baixio das Bestas") e Gabriel Mascaro ("Boi Neon"). Em conversa com o Diario, Mascaro celebrou a importância de fazer parte de um evento que celebra capítulos tão importantes da história cinematográfica de Pernambuco.

O diretor de “Boi Neon”, que completa 10 anos, salientou a sua memória afetiva com o filme da abertura, “Baile Perfumado”, longa pioneiro dirigido por Lírio e Paulo Caldas. “Quando eu assisti ao filme no 13 de Maio foi a primeira vez que eu ouvi falar que era possível fazer filme em Pernambuco”, relatou.

Aramis Trindade, que foi um dos produtores de “Baile Perfumado” e atuou ainda como o tenente Lindalvo Rosas, se emocionou ao lembrar da produção do filme pioneiro da cinematografia pernambucana. O longa, considerado um marco na Retomada do cinema brasileiro e um dos mais influentes do estado.

"Foi uma estrada longa, um trabalho de formiguinha. Éramos iniciantes em 1996 e o curioso é que, na época, Pernambuco estava há 20 anos sem produzir um longa. O último havia sido feito por Cleto Mergulhão, 'O Palavrão'", relembrou Aramis. "Tínhamos perdido um pouco dos meandros e fomos muito guerreiros. Foram muitos 'não' para alguns 'sim'".

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