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EXPOSIÇÃO

Fernando Duarte e Fernando Augusto exploram a pintura contemporânea em exposição no Recife

Mostra no MEPE apresenta trabalhos inéditos e recentes dos artistas pernambucanos Fernando Duarte e Fernando Augusto, explorando memória, natureza e questões do mundo atual

Allan Lopes

Publicado: 21/07/2026 às 06:00

Fernando Augusto e Fernando Duarte apresentam juntos a mostra

Fernando Augusto e Fernando Duarte apresentam juntos a mostra "Forquilha", em cartaz no MEPE (Foto: Sofia Lucchesi)

Duas trajetórias, duas maneiras de olhar o mundo e um território comum de investigação. É desse encontro que nasce a exposição “Forquilha”, que reúne mais de 100 obras recentes dos artistas pernambucanos Fernando Duarte e Fernando Augusto.

Com abertura na próxima quinta-feira (23), às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE), a mostra promove um diálogo entre duas produções que preservam suas singularidades, mas revelam afinidades profundas na forma de pensar a pintura contemporânea. A visitação é gratuita e segue até 23 de agosto, de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h.

As aproximações entre os dois artistas não anulam suas diferenças. Fernando Duarte investiga a figura humana e as tensões da vida contemporânea, combinando rigor formal e liberdade cromática em composições marcadas por personagens de expressão contida.

Já Fernando Augusto dedica-se a paisagens de atmosfera onírica, nas quais animais, vegetação e outros elementos simbólicos se entrelaçam para discutir memória, território, imaginação e a relação entre o homem e a natureza.

Nos últimos anos, ambos passaram a se dedicar integralmente à produção artística, aprofundando a troca de experiências e o diálogo entre suas pesquisas. Para Fernando Augusto, essa convivência evidenciou que, apesar dos caminhos distintos, os dois trabalhos convergem na maneira de refletir sobre questões contemporâneas. “Muitas vezes, parecem assuntos sobre os quais já se fala todos os dias, mas continuam exigindo novos olhares”, explica o artista.

“A paisagem é um tema tradicional na história da arte. Por que falamos sobre paisagem hoje? É porque continua sendo necessário. Buscamos trazer à tona assuntos que permanecem urgentes e relevantes para o nosso tempo”, completa.

Objeto que batiza a exposição, a forquilha traduz a busca dos artistas por aquilo que, mesmo nem sempre evidente, ainda é essencial para refletir sobre o mundo. Associada à descoberta de um veio d’água, a ferramenta também carrega a ideia de apoio e sustentação na agricultura.

“Essa imagem também simboliza o encontro de duas pessoas que unem forças para abordar temas atuais, relevantes e importantes, que precisam ser reforçados e ampliados. É esse o papel que estamos tentando cumprir com esta exposição”, conta Fernando Augusto.

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