Principal vitrine do cinema sul-coreano no Brasil, festival KOFF chega ao Recife em setembro
O Korean Film Festival (KOFF) acontecerá entre os dias 14 e 16 de setembro, na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife
Publicado: 15/07/2026 às 16:09
Imagem do filme "The Only Child in the Butchery" (Divulgação)
O cinema sul-coreano ocupa um espaço cada vez maior no Brasil. O crescimento no número de lançamentos comerciais, o interesse do público e a ampliação das iniciativas dedicadas a essa cinematografia revelam um cenário em transformação, cada vez mais aberto à produção audiovisual da Coreia do Sul. Parte fundamental desse movimento, o Korean Film Festival (KOFF) chega à sua quarta edição com programação gratuita entre agosto e outubro de 2026.
Neste ano, o KOFF amplia seu Circuito Nacional. Partindo de Piracicaba, cidade que recebe o festival desde sua criação, a programação passa também por Fortaleza, Salvador, Curitiba, Recife, Belo Horizonte e São Paulo. Porto Alegre e Goiânia recebem ações do KOFF LAB, braço formativo do evento. A expansão reforça o compromisso com a descentralização cultural e permite que diferentes públicos tenham acesso gratuito ao cinema sul-coreano.
A quarta edição apresenta uma Mostra Competitiva de curtas e longas-metragens em Piracicaba e São Paulo, reunindo obras inéditas no Brasil e produções reconhecidas em festivais internacionais. A Mostra Não Competitiva é formada por 20 longas e 10 curtas, em uma seleção que atravessa gêneros, escalas de produção e diferentes perspectivas sobre a sociedade sul-coreana contemporânea.
Entre os destaques, estão o romance Once We Were Us, de Kim Do-young; o thriller criminal Boy, de Lee Sang-deok; o drama juvenil Funky Freaky Freaks, de Han Chang-lok; o suspense familiar The Only Child in the Butchery, de Yoo Hyoung-joon e o drama em formato de road movie The Mutation, de Shin Su-won.
O KOFF
Criado em 2021, com a primeira edição realizada em 2023, o KOFF contribuiu para ampliar não apenas o número de filmes sul-coreanos exibidos no país, mas também as formas de acesso a essa produção. Ao reunir longas e curtas-metragens, estreias nacionais, mostras competitivas, debates, oficinas, masterclasses e encontros com profissionais, o festival reservou um espaço de exibição, reflexão e intercâmbio cultural entre Brasil e Coreia do Sul.
A criação do festival coincide com uma mudança da percepção do Brasil como mercado para os produtos audiovisuais coreanos. Até pouco tempo atrás, os grandes festivais nacionais apresentavam poucos títulos vindos da Coreia do Sul em suas programações e mesmo os eventos dedicados ao cinema do país trabalhavam com um número limitado de filmes. Iniciativas como o KOFF ajudaram a mostrar a existência de um público para além da música e das séries, contribuindo para uma política mais abrangente de circulação de filmes no país.
Esse movimento contínuo também alcançou o circuito comercial. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de lançamentos coreanos de sua história, 33, um crescimento expressivo em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA). O avanço não elimina as dificuldades de distribuição: muitos títulos premiados e até sucessos de bilheteria continuam sem espaço regular nas salas brasileiras. É justamente nesse hiato que um festival como o KOFF exerce um papel fundamental, apresentando obras inéditas, revelando novos realizadores e aproximando o público de títulos que dificilmente chegariam ao país por outras vias.
A relevância do KOFF já está consolidada no mercado internacional. O KOFF está listado na FilmFreeway, a principal plataforma digital global que permite a cineastas, roteiristas e artistas submeterem seus projetos (filmes, curtas, documentários e roteiros) a milhares de festivais de cinema, concursos de roteiro e mostras culturais ao redor do mundo.
Ao chegar à quarta edição, o KOFF reafirma seu papel como uma das principais plataformas dedicadas ao cinema sul-coreano no Brasil. Sua contribuição está tanto na exibição de filmes quanto na formação de público, na criação de repertório e no fortalecimento de um ambiente cada vez mais receptivo à produção audiovisual da Coreia do Sul.
A programação completa será divulgada em breve.
SERVIÇO
Piracicaba – Teatro do Engenho e Sesc Piracicaba | 13 a 16 de agosto
Fortaleza – Cineteatro São Luiz | 25 a 29 de agosto
Salvador – Sala Walter da Silveira | 27 a 29 de agosto
Curitiba – Cine Guarani | 10 a 16 de setembro
Recife – Universidade Federal de Pernambuco | 14 a 16 de setembro
Belo Horizonte – Cine Santa Tereza | 15 a 20 de setembro
São Paulo – Reserva Cultural | 1º a 7 de outubro
*Com informações da assessoria