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Protagonizado por Taís Araújo, "Doutor Monstro" movimenta abertura do Cine PE com true crime

Em entrevista ao Diario, Taís Araújo fala sobre "Doutor Monstro", filme de abertura do Cine PE, e comenta a vontade de atuar em uma produção no Recife.

Allan Lopes

Publicado: 02/06/2026 às 18:19

Taís Araujo vive a promotora de justiça Cláudia Ferreira m um dos casos mais desafiadores de sua carreira/Foto: Olhar Filmes

Taís Araujo vive a promotora de justiça Cláudia Ferreira m um dos casos mais desafiadores de sua carreira (Foto: Olhar Filmes)

O Cine PE deu início à sua 30ª edição com casa cheia na última segunda-feira (1º), no Teatro do Parque, em uma abertura marcada pela presença de Taís Araújo. A atriz veio ao Recife para a estreia nacional de “Doutor Monstro”, longa dirigido por Marcos Jorge, abrindo a programação da mostra competitiva de longas-metragens do festival com uma história inspirada no caso de feminicídio cometido pelo ex-médico Farah Jorge Farah. No filme, ela interpreta Cláudia Ferreira, uma promotora determinada a enfrentar um dos crimes mais brutais de sua carreira e impedir que o assassino escape da Justiça.

Prevista para chegar aos cinemas comerciais em 3 de setembro, “Doutor Monstro” evita centralizar a história no assassino e acompanha a tentativa de responsabilizá-lo criminalmente, concentrando a narrativa na disputa judicial. “O filme mostra o que aconteceu. Acho isso bom também, porque, tratando-se de um filme brasileiro, estamos mostrando as feridas”, afirma Taís em entrevista ao Diario.

Farah Jorge Farah chegou a ser condenado duas vezes pelo assassinato de Maria do Carmo Alves, mas passou anos recorrendo em liberdade. Em 2017, quando finalmente teve a prisão decretada, cometeu suicídio antes da chegada da polícia à sua casa.

Na ficção, a acusação deixa de ser conduzida por um homem, como ocorreu na vida real, e passa a ser representada por uma promotora. Cláudia Ferreira sacrifica parte da vida pessoal e passa a dedicar sua trajetória profissional à defesa da vítima e à tentativa de colocar o assassino na cadeia.

“O fato de ser uma mulher, e do caso se tornar uma questão central na vida dela, diz muito sobre esse desejo de ver a justiça sendo feita também por uma mulher”, explica a atriz.

A passagem de Taís Araújo pelo Recife foi breve, já que ela precisou seguir para São Paulo, onde faz a estreia da temporada da peça “Mudando de Pele” nesta quarta-feira (3). A visita rápida, no entanto, não diminuiu a vontade de voltar futuramente para atuar na capital pernambucana. “Claro que eu gostaria. A cidade tem filmes e cineastas incríveis. Mas, ao mesmo tempo, acho que são filmes tão específicos e lindos dentro dessa especificidade. Só se eu fosse uma carioca no Recife, porque o lindo dos filmes feitos aqui é ter a cara do Recife, ter a cultura do Recife e as questões do Recife”, diz. A ressalva vem acompanhada de bom humor: “Caso contrário, eu ia me achar intrometida no cinema das pessoas”.

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