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MÚSICA

Os Gilsons trazem novo show com repertório ensolarado para o Recife neste domingo (31)

Formada por filho e netos de Gilberto Gil, a banda Gilsons circula com a turnê do disco ‘Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que eu Vejo a Escuridão’, que chega ao Teatro Guararapes, em Olinda, neste domingo, trazendo uma perspectiva madura sobre as dores da vida

Allan Lopes

Publicado: 30/05/2026 às 06:00

José, João e Fran Gil chegam ao Teatro Guararapes com show da turnê "Eu Vejo Luz"/Foto: Marina Zabeni

José, João e Fran Gil chegam ao Teatro Guararapes com show da turnê "Eu Vejo Luz" (Foto: Marina Zabeni)

Após o álbum de estreia “Pra Gente Acordar” (2022), os Gilsons partem daquela luz carregada de otimismo e esperança para seguir trilhando seu caminho no recém-lançado “Eu Vejo Luz Em Maior Proporção Do Que Eu Vejo A Escuridão”, com uma percepção mais madura das mazelas da vida e daquilo que ainda permite acreditar nela.

É sob essa perspectiva que José, João e Fran Gil, respectivamente filho e netos de Gilberto Gil, chegam ao Grande Recife com a turnê “Eu Vejo Luz” neste domingo (31), às 19h30, no Teatro Guararapes. Os ingressos custam a partir de R$ 90 e estão à venda na bilheteria do teatro e no Cecon Tickets.

No palco, os Gilsons têm levado praticamente todo o repertório do novo álbum, em diálogo com hits antigos como “Várias Queixas”, “Love Love”, “Devagarinho” e “Deixa Fluir”. “Esse disco propõe novos caminhos, mas de forma alguma rompe com o que a gente já vinha construindo”, conta Fran em entrevista coletiva, que contou com a presença do Diario.

“Eu Vejo Luz” também amplia esse universo com participações de Arnaldo Antunes, Narcizinho (do Olodum), Julia Mestre, da multi-instrumentista Sona Jobarteh e da família Veloso, representada por Caetano, Moreno e Tom.

Na esteira das conexões que moldam o DNA do projeto, os artistas realizam um antigo desejo ao fazer uma colaboração com Moreno Veloso, que é visto por eles como uma referência fundamental, na canção “Minha Flor”. ‘“Era uma parceria que a gente já desejava há algum tempo, por toda a conexão familiar e musical envolvida”, explica João. Segundo ele, estar junto no estúdio e compartilhar essas experiências trouxe uma carga viva e real para o repertório. “Os encontros também ajudaram a contar a história do álbum”, completa.

A essência solar que guia os Gilsons desde o início da carreira não abandona o otimismo em “Eu Vejo Luz”, mas passa a dialogar de frente com as duras realidades do nosso dia a dia. Diante desse contexto, o projeto ganha contornos mais profundos por ter sido lançado poucos meses depois do falecimento de Preta Gil, mãe de Fran.

Na canção "Bem Me Quer", por exemplo, o trio aborda a complexidade das relações e a dor do cotidiano: "Entre o espinho e a flor / A gente aprende a pisar no chão / Curando a ferida / Que abriu no coração”, canta o grupo ao lado de Narcizinho, reeditando a parceria histórica iniciada em "Várias Queixas".

Quem acompanha a trajetória dos artistas reconhece os elementos indissociáveis à identidade do grupo, ao mesmo tempo em que percebe a abertura para um universo musical mais vasto, construído a partir de encontros, experiências com gêneros como o samba e outros caminhos que ainda seguem em expansão. “A gente ainda enxerga muitas possibilidades para explorar. Temos interesse por várias sonoridades que ainda nem chegaram a aparecer no nosso trabalho”, diz João.

Alinhada a essa bagagem musical, a identidade visual do trio passou a caminhar como duas faces da mesma moeda junto às composições. Durante o processo de gravação, os Gilsons amarraram todos os elementos estéticos de forma paralela, garantindo que a sonoridade ditasse os rumos dos clipes, do design e da experiência ao vivo.

"Acho que chegamos a um lugar de sofisticação que nos deixa muito felizes. O show ganhou bastante com isso”, ressalta Fran. A concepção do conceito contou com a colaboração de Felipe Fonseca, que dirige os videoclipes das faixas “Minha Flor” e “Bem Me Quer”.

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